quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Princípios Fundamentais sobre os Quais a Igreja é Edificada - C. H. Brown

Atos 2.37-47

Na Palavra de Deus encontramos o pensamento de Deus com referência à igreja de Deus. Lemos em Atos 20 que a igreja é muito querida ao coração de Deus, pois Ele pagou por ela com o sangue do Seu único Filho. Ele zela por essa igreja para que ela possa seguir adiante e permanecer em todos os seus privilégios que lhe foram garantidos na Palavra de Deus pelo Espírito Santo enviado do céu.

A igreja de Deus era algo novo e distinto naqueles dias de Atos. Ela nunca havia sido o objeto de profecia direta, apesar de poder ser encontrada escondida em tipos e sombras desde o primeiro tipo mais importante que aparece na Bíblia, até a vinda do Espírito Santo no dia de Pentecostes. Mas quanto à sua existência real, a igreja de Deus nunca existiu até aquele dia memorável quando os 120 foram reunidos no cenáculo e o Espírito de Deus desceu e os batizou em um único corpo. A Cabeça ascendida no céu assumiu a responsabilidade de equipar Sua igreja com todos os dons necessários. Ele ainda vive, Ele ainda está na glória, Ele ainda cuida de Sua igreja, Ele ainda concede dons, e Ele ainda cuida de cada indivíduo que faz parte deste corpo.

No Novo Testamento, principalmente em Atos e nas epístolas, todos os detalhes foram providenciados especialmente para nós, principalmente os princípios fundamentais sobre os quais a igreja foi edificada, e pelos quais – e para os quais – ela foi formada.

Quem Eram Eles?

Veja o versículo 42 do capítulo 2: "E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações". Diz que eles "perseveravam". Quem eram eles? O novo grupo, aquela companhia de pessoas batizadas com o Espírito de Deus, e batizadas com água para que se identificassem com essa nova posição aqui neste mundo.

Portanto aqui vemos uma companhia de pessoas batizadas; eles haviam recebido a Palavra e foram batizados. Naquele dia em particular, quando Pedro fez sua pregação, três mil almas foram acrescentadas. "E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações." Qualquer grupo de cristãos que rejeite qualquer uma destas quatro coisas não está agindo em conformidade com o plano que Deus tem em mente. Lembre-se: é a igreja dEle, e Ele é Quem decide o caminho, e tanto eu como você só estaremos obedecendo se estivermos seguindo aquilo que é a Palavra de Deus. Uma das características de um cristão é "perseverar".

A Doutrina dos Apóstolos

Qual destas quatro coisas vem primeiro no versículo 42? A doutrina dos apóstolos. Estamos vivendo numa época de superficialidade de pensamento. As pessoas dizem que a doutrina não faz nenhuma diferença, todavia ela faz toda diferença. A doutrina é algo solene, ela tem a preeminência, e você encontra isso repetidamente na Palavra de Deus.

Abra em 1 Timóteo 1, no final do versículo 10: "...e para o que for contrário à sã doutrina". Acaso Deus não se importa com o que você crê? Na mesma epístola, capítulo 4.13, "Persiste em ler, exortar e ensinar [doutrinar], até que eu vá". Acaso não faz diferença em que você crê? Dê atenção à doutrina. Então, no versículo 16, "Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem". Você quer ser usado para bênção de outros? Então permaneça na sã doutrina, pois vivemos numa época em que precisamos estar atentos quanto à sã doutrina.

Abra agora em 1 Timóteo 6.3,4: "Se alguém ensina alguma outra doutrina, e se não conforma com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, e com a doutrina que é segundo a piedade, é soberbo, e nada sabe". De nada vale se vangloriar de possuir um dom, de nada vale ostentar nossas talentosas habilidades, se nossa doutrina não se enquadrar na Palavra de Deus. Nada sabemos aparte da vontade revelada de Deus, como a encontramos na Palavra de Deus.

Em 2 Timóteo 1.13 lemos: "Conserva o modelo das sãs palavras que de mim tens ouvido, na fé e no amor que há em Cristo Jesus". Eu e você não podemos nos permitir fazer experiências com a verdade de Deus. Em 2 João o apóstolo nos alerta: "Todo aquele que prevarica, e não persevera na doutrina de Cristo, não tem a Deus. Quem persevera na doutrina de Cristo, esse tem tanto ao Pai como ao Filho".

E outra vez, em 2 Timóteo 3.10, "Tu, porém, tens seguido a minha doutrina, modo de viver, intenção, fé, longanimidade, amor, paciência". A doutrina e o modo de viver são duas coisas que andam juntas. O homem irá lhe dizer que não faz nenhuma diferença em que você crê – que o mais importante é o modo de viver. Isto é falso. A doutrina vem primeiro. Você não pode viver certo se não crer certo. Não pense que você pode separar a conduta da doutrina. A única conduta correta que Deus pode contemplar com complacência é a conduta que deseja obedecer à Palavra de Deus revelada. Minha doutrina e minha conduta compõem meu modo de vida.

"Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina. Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas" (2 Tm 4.2-4). É aí que estamos; já atingimos este ponto; não suportarão a sã doutrina.

A Comunhão dos Apóstolos

Volte para Atos 2.42, "E perseveravam... na comunhão [dos apóstolos]". Não apenas na doutrina dos apóstolos, mas também na comunhão dos apóstolos. Existem hoje muitas comunhões neste mundo, mas aqui se trata da comunhão dos apóstolos. De que se trata? Trata-se da comunhão que resulta da associação daqueles que guardam a doutrina dos apóstolos. Em outras palavras, se estiver determinado a observar a doutrina dos apóstolos, você fará isto, e se eu também fizer o mesmo, nos encontraremos juntos. Será algo fundamentado e baseado na doutrina dos apóstolos. Vemos isto acontecendo aqui no versículo 44 deste capítulo: "E todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum." Não existe nenhum caminho assinalado nas Escrituras para alguém andar sozinho nas coisas de Deus. Não, e não pense que você está agradando o Senhor quando está andando separado de seus irmãos. Sei que são falhos. Eu sou um deles, e sei que sou uma prova para meus irmãos, mas oh, meus irmãos têm sido tão bons para comigo que busco por graça para seguir adiante com eles.

Partir o Pão

Existe agora outro ponto: comunhão e partir o pão. Alguns cristãos parecem sentir que existem dois tipos de cristãos no mundo: aqueles que partem o pão e aqueles que não partem o pão. Nunca encontrei tal coisa em minha Bíblia. A não ser quando nos encontramos sob disciplina, partimos o pão. Evidentemente não esperamos que aqueles que se encontram sob disciplina partam o pão.

Mas não encontro nas Escrituras que exista uma classe de pessoas que partem o pão, enquanto outras não. Não há tal coisa, mas o normal é que parta o pão, se for um filho de Deus. Este era um dos privilégios da nova posição que tinham como cristãos: este sagrado privilégio que é partir o pão. O Senhor pediu que fizessem isto e eles alegremente atenderam ao pedido. Sei que estamos vivendo dias de enorme confusão, e é difícil você encontrar que caminho trilhar. Estou pronto a admitir isto, mas não se trata de uma desculpa para você seguir adiante sem partir o pão. Você é cristão? Você sabe que seus pecados estão perdoados? Ora, então por que é que você não está lembrando o Senhor no partimento do pão? Trata-se de algo solene. Ele nos pediu que fizéssemos isto. Ele não disse: "Se você quiser, faça assim", ou "se você concordar..." Ele disse "fazei isto". Não disse "vá pregar o evangelho"; não disse "vá ser missionário em outro país", mas "fazei isto em memória de Mim".

Eles perseveravam no partimento do pão; não desistiram. Alguns de nós conhecem crentes que partiram o pão por algum tempo e então pararam de lembrar o Senhor. Quando indagados da razão de terem parado, responderam que ficaram ofendidos por uma razão qualquer. Mas nunca encontrei alguém que tivesse sido ofendido pelo Senhor Jesus Cristo, e, todavia foi Ele Quem disse, "Fazei isto em memória de Mim". Por que não podemos ser mais pacientes uns para com os outros? Será que você acha que você particularmente nunca é uma provação para seus irmãos? Será que você não pode encontrar graça suficiente para seguir andando com eles? Você acha que pode se dar por desculpado ao não cumprir o pedido do Senhor só porque alguém feriu seus sentimentos?

Oração

A última coisa que mencionei foi "oração". Ela ocupa um grande lugar nas Escrituras. O Senhor Jesus nos deixou exemplo; Ele era um homem de oração. Quando olhamos para a vida dos apóstolos vemos que também eram homens de oração. Quando Pedro estava na prisão e sua cabeça estava para ser decepada no dia seguinte, os santos de Deus estavam na casa da mãe de João Marcos, de joelhos, para passarem a noite em oração. Não estavam simplesmente repetindo rezas; eles estavam orando fervorosamente. Aquelas orações penetraram na presença de Deus; elas subiram até o trono de Deus, e Deus as ouviu e respondeu de maneira poderosa. Pedro foi gloriosamente libertado. Mas assim que foi libertado e pôde entender o que havia acontecido, seguiu direto para aquele poderoso gerador de sua libertação – aquela pequena reunião de oração em um lar.

Suponha que você estivesse vivendo naquele tempo e soubesse que Pedro estava sendo perseguido e que seria morto. Será que você diria, "Estou cansado hoje; acho que vou ficar em casa hoje à noite. Acho que não vou à reunião de oração"? Então no dia seguinte você escutaria o que aconteceu. Certamente ficaria desapontado; você diria, "Eu gostaria de ter estado ali e orado a Deus por Pedro". Oh, sim, você teria desejado estar naquela reunião de oração. Não despreze a reunião de oração e não a tenha como algo de pouca importância; uma assembleia sem reunião de oração é uma assembleia doente. Graças a Deus hoje é dia de reunião de oração!

Estivemos ocupados com o caminho simples dos santos do Novo Testamento. Será que desejamos, no pouco tempo que nos resta, andar na simplicidade daquele caminho, deixando zelosamente de lado tudo o que seja contrário a ele, que nos faça desviar dele, ou que acrescente alguma coisa a ele? Se estivermos desejosos de seguir por ele, algum dia poderemos ouvir, "Bem está, servo bom e fiel"; não "servo bom e bem sucedido", mas "servo bom e fiel". Que Deus conceda que seja assim.

[C. H. Brown]

Tradução: Cristina Marucci

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

As Duas Testemunhas - Bruce Anstey

Clichê (sem fundamento): Na Grande Tribulação, Moisés e Elias voltarão à Terra e pregarão ao mundo, como duas testemunhas de Deus (Ap.11:3).

Muitos pensavam que, uma vez que o profeta Malaquias disse que Deus iria enviar "Elias, o profeta”, antes do grande e terrível Dia do Senhor" (Ml.4:5), e que ele e Moisés (uma vez que eles estavam juntos no Monte da Transfiguração-Mt.17:3.) retornariam pessoalmente como testemunhas na Terra durante a Grande Tribulação. Esta é uma suposição que resulta da tendência de se dar às profecias um caráter sensacionalista.

O capítulo 11 do livro Apocalipse é interpretado literalmente, ainda que o primeiro versículo desse livro nos ensine que  as profecias nesse caso são “figuras”, significando que elas devem ser entendidas como “símbolos” (Ap.1:1). Se não for assim, poderemos chegar a algumas ideias bastante fantasiosas de como as coisas acontecerão no final dos tempos.

A interpretação ortodoxa da Bíblia indica um cumprimento literal das Escrituras. Isso não significa que toda palavra ou frase encontrada na Bíblia seja literal, mas que o cumprimento dessas coisas será literal.

O Espírito de Deus usa muitas figuras e símbolos na Palavra para simbolizar coisas que são literais. Por exemplo, a Escritura fala de "o sol" não brilhando e "as estrelas" caindo do céu (Mt.24:29). Isso não pode ser entendido literalmente. Se o sol parasse de brilhar, toda a vida na Terra morreria. Além disso, a maioria das estrelas são milhares de vezes maiores do que a Terra; se uma delas fosse cair na Terra ela seria destruída imediatamente.

Essas coisas são, obviamente, simbólicas. Elas têm a finalidade de mostrar que a grande apostasia que o Anticristo trará, resultará no afastamento da verdade e da luz divina(o sol) para bem longe dos homens, e que muitos líderes dentre os homens (as estrelas) irão sucumbir à escuridão espiritual e não mais temerão a Deus. Estas são coisas literais que acontecerão.

Interpretando as "duas testemunhas" simbolicamente, vemos que Deus levantará um testemunho apropriado (indicado com o número 2 nas Escrituras) na terra de Israel, em oposição à malignidade da Besta e do Anticristo. Isso  será uma parte do remanescente judeu que será autorizada por Deus para esse testemunho especial.

F. B. Hole disse: A questão naturalmente surge; devemos entender esses versos como predizendo o levantar-se de dois homens reais; ou Deus levanta e mantém pelo tempo que Lhe convier um suficiente e poderoso testemunho com as características de Elias e Moisés, ou são mesmo os dois?  Estamos inclinados ao segundo ponto de vista especialmente por causa do caráter simbólico de todo o livro.

Pensamos então que eles indicam – não um grande e abundante testemunho; isso seria indicado pelo número 3 e não 2 – mas um testemunho suficiente, divino, na verdade, miraculosamente preservado e  sustentado nesta época."(The Revelation p.247).

W. Scott disse: "Sobre a questão do número 2 de testemunhas, inúmeras hipóteses têm surgido, tal como os dois Testamentos, a Lei e o Evangelho, Huss e Jerome, os Valdenses e os Albigenses, etc.

Outros, demonstrando mais razão e com aparente sanção da Escritura, supõem que Moisés e Elias são as duas testemunhas, citando Ml.4:5 como prova de sua afirmação. A frase desse versículo  “Lembrai-vos da lei de Moisés, meu servo” não implicaria na presença pessoal do grande legislador nas cenas dos últimos dias; enquanto que no versículo 5 parece realmente uma declaração expressa de que o distinguido profeta deve novamente aparecer na Palestina: “Eis que eu vos envio o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível Dia do Senhor”.

Um testemunho completo e adequado é a intenção propositadamente pretendida no número das testemunhas. Parece-nos que um número maior do que dois, é trazido diante de nós nesta solene crise, e que também o versículo 8 supõe um grupo de testemunhas mortas." (The Book of Revelation, p.230).

Essa questão foi submetida ao editor da revista Help and Food: "Pergunta: Por gentileza você poderia explicar o significado das "duas testemunhas" de Ap.11:3?

Resposta: Nós acreditamos que eles são o fiel remanescente judeu que Deus levantará durante a segunda metade da última semana de Daniel - o tempo da Grande Tribulação. O número 2 não é necessariamente literal, mas revela um testemunho adequado, assim como a Lei exigia.... Assim como foi com Moisés e Elias, cujo testemunho foi em circunstâncias semelhantes, ainda que o Rei já estivesse longe, eles estavam em humilhação e sofrimento" (Help and Food, vol.19, p.252).

Tradução: Kleber Castanhar | Revisão: Paulo Martins e Rosimeri Martins
Extraído do livro "UNSOUND DOCTRINAL STATEMENTS & CLICHÉS (Commonly Accepted as Truth) - Bruce Anstey - 46) The Two Whitnesses - Tradução páginas 111 a 113.

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

A Glorificação dos Corpos dos Crentes - Bruce Anstey

Clichê (sem fundamento): No Arrebatamento, os crentes receberão "novos" corpos.

Isto está sendo dito com frequência - e entendemos o que as pessoas querem dizer - mas se esta afirmação for considerada como dita acima, não está correta segundo a Escritura. Se os santos receberem "novos" corpos quando o Senhor vier, qual seria a necessidade de o Senhor ressuscitar os corpos que os santos tinham quando vivos?

2Co.5:1-2 é usado erroneamente para ensinar que, quando o Senhor vier, Ele trará consigo os santos com novos corpos celestiais. E, naquele momento, Ele fará com que as almas e os espíritos daqueles que morreram entrem em seus novos corpos. Isto pode até aparentemente estar correto, mas estará negando a ressurreição dos corpos dos santos! Implica que os seus espíritos e almas serão ressuscitados, o que não é verdade. São os corpos em que viviam que serão ressuscitados - não seus espíritos e almas (Mt.27:52.). Almas e espíritos não morrem, e portanto, não precisam de ressurreição.

Outros têm especulado no sentido inverso. Eles usam 1Ts.4:14 para nos dizer que quando o Senhor vier, Ele trará as almas e os espíritos dos santos com Ele, e naquele exato momento, Ele ressuscitará os seus corpos incorruptíveis, e suas almas e espíritos retornarão a seus corpos ressuscitados, indo para o céu com o Senhor.

A verdade é que nenhuma dessas ideias está correta. 2Co.5:1-2 não ensina que o Senhor tem novos corpos para os santos com Ele no céu, e que trará com Ele na sua vinda. Esse versículo simplesmente diz que há um eterno e glorificado estado aguardando por nossos corpos, que permitirá habitarmos "nos céus" com Cristo. Também não é em 1Ts.4:14 que diz sobre as almas e espíritos sem os corpos dos santos que acompanharão o Senhor quando Ele vier. Esse versículo está falando dos santos glorificados (em seus espíritos, almas e corpos) vindo com Cristo, na sua aparição; não está se referindo ao Arrebatamento. Os versículos 15-18, que se referem ao Arrebatamento, são parênteses explicando como os santos foram para o céu, para que eles pudessem voltar com o Senhor, na sua aparição.

Para evitar esta confusão de entendimento, a Escritura toma todo o cuidado de nunca dizer que teremos "novos" corpos. Ela diz que os santos receberão corpos "transformados" (Jó.14:14; 1Co.15:51-52; Fp.3:21). A Escritura ensina que os próprios corpos que os santos tiveram em suas vidas serão ressuscitados - mas em uma condição completamente diferente de glorificação (Lc.14:14; Jo.5: 28-29.; 1Co.15: 51-55; 1Ts.4: 15-16, etc.). Paulo disse: "todos nós seremos transformados." (1Co.15:51). Isso inclui os corpos dos santos mortos (“corruptíveis") e também os corpos dos santos vivos (“mortais") (1Co.15: 53-54).

Talvez, os que dizem que vamos receber “novos” corpos, queiram dizer que nossos corpos serão “renovados”, o que seria verdade. Mas não existe isso de os santos receberem um outro corpo, em que a declaração citada no início (Clichê) infelizmente implica.

Tradução: Kleber Castanhar | Revisão: Paulo Martins e Rosimeri Martins
Extraído do livro "UNSOUND DOCTRINAL STATEMENTS & CLICHÉS (Commonly Accepted as Truth) - Bruce Anstey - 43) The Glorification of Believers' Bodies- Tradução páginas 106 a 107.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

O Estado Intermediário do Perdido - Bruce Anstey

Os incrédulos que morreram em seus pecados foram para o inferno?

Clichê (sem fundamento): "Ele morreu e foi para o inferno."

Esta declaração reflete um mal-entendido do estado presente e futuro dos perdidos que partiram deste mundo pela morte.

A Escritura indica que "inferno"("Ghenna" em grego) é a morada eterna dos condenados (Mt.5:22, 29,30; 10:28; 18:9; 23:15,33; Mc.9:43,45,47; Lc.12:5; Tg.3:6). O "lago de fogo" é uma figura desse horrível lugar de juízo (Ap.19:20; 20:14-15). Não é literalmente um lago com fogo, como alguns imaginam. "Fogo" na Escritura é uma figura para juízo. E "lago" é um lugar de confinamento - a água literalmente drena para o lago e fica confinada lá. Assim, o lago de fogo é um lugar de confinamento sob o juízo de Deus. E ao contrário do que nos é ensinado tradicionalmente, nenhum homem ou demônio está no inferno atualmente! Ele tem sido "preparado" (Mt.25:41), mas está vazio. Além disso, todo ser humano que será lançado no inferno não vai estar morto – mas sim fisicamente vivo!

A morte é uma condição temporária para todos os que morrem - tanto para os salvos, quanto para os perdidos. Aqueles que morrem em seus pecados subirão novamente na "ressurreição da condenação" (Jo.5:29; At.24:15). Em Ap.20:5 lemos que eles "voltam à vida" novamente para serem julgados por seus pecados antes de serem lançados no inferno. Apocalipse 20, identifica tais pessoas más como "os mortos", mas eles não estarão mais mortos quando forem lançados no lago de fogo.

Poderíamos perguntar: "Onde, ou em que condição, estão os perdidos que morreram?" A resposta é: as almas de todos os que morreram (crentes e incrédulos) estão atualmente em um estado intermediário entre a morte e a ressurreição. Este estado é chamado de "Sheol" no Antigo Testamento e "Hades" no Novo Testamento. Hades (Sheol) refere-se ao mundo invisível dos espíritos dos mortos, sem especificar em que condições eles estão. A Escritura indica que há duas condições opostas no Hades (Sheol): Há "tormento" para os perdidos (Lc.16:24-25) e gozo ("paraíso") para os crentes (Lc.23:43).

Uma consulta foi submetida ao editor da revista Help and Food a respeito do Hades: "Pergunta: O que é Hades?" “Resposta: Sem dúvida é todo o mundo invisível, incluindo salvos e perdidos. Ver Lc.16:23 e Ap.20:13-14 para os perdidos, e At.2:27,31 para o nosso bendito Senhor. Hades corresponde ao Sheol do Antigo Testamento" (revista Help and Food, vol. 14, p. 140). Gostaríamos de acrescentar 1Co.15:55 a estas referências, onde consta que os crentes que morreram estão no Hades. A versão King James da Bíblia traduz este versículo como "sepultura", mas a palavra no grego é "Hades" e deveria ser traduzida como tal (J. Green's Interlinear; Wigram's; Strong's, etc.).

O que pode causar confusão é que Hades está erroneamente traduzido como "inferno" em dez lugares na versão King James da Bíblia (Mt.11:23; 16:18; Lc.10:15; 16:23; At.2:27, 31; 1Cor.15:55 -margem; Ap.1:18; 6:8; 20:13-14). Em cada uma dessas referências deve-se ler "Hades." Em uma tradução mais criteriosa, como a versão de J. N. Darby, isso é imediatamente esclarecido.

Assim, aqueles que morreram em seus pecados ainda não estão no inferno, e quando eles forem lançados lá, não estarão mortos. Atualmente eles estão em tormento no Hades e serão ressuscitados no final dos 1.000 anos do reinado de Cristo para serem julgados, e então lançados vivos no inferno - no lago de fogo (Ap.20:11-15). Portanto, em vez de dizer, "Ele morreu e foi para o inferno," será mais correto dizer: "Ele morreu em seus pecados e está em uma eternidade perdida agora."

Tradução: Kleber Barbosa | Revisão: Paulo Martins e Rosimeri Martins
Extraído do livro "UNSOUND DOCTRINAL STATEMENTS & CLICHÉS (Commonly Accepted as Truth)" Bruce Anstey - 1) The Intermediate State of the Lost - Tradução páginas 19 a 21.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

O Estado Intermediário dos Crentes - Bruce Anstey

Crentes no Senhor Jesus Cristo que morreram estão em glória?

Clichê (Sem Fundamento): “O irmão Fulano-de-Tal está na glória agora”.

Esta afirmação reflete um mal-entendido sobre os estados presente e futuro dos crentes que deixaram este mundo pela morte. As almas e os espíritos de todos os que morreram na fé estão agora com Cristo no céu, mas eles ainda não estão lá em um estado glorificado. Além disso, não seria correto dizer que eles estão "na glória".

Todos os que morreram na fé estão em um estado separado ou intermediário, ou “despido”(2Co.5:4). Suas almas e espíritos estão "com Cristo" no céu (Fp. 1:23). Sabemos que eles estão no "céu", porque é onde Cristo está (Lc.24:51; At.1:9-10;3:21;7:55; Fp.3:20; Hb.4:14.). Além disso, Paulo afirma que essas pessoas sem corpos estão no "paraíso", que ele correlaciona com o "céu" (2Co.12: 2-4). O Senhor declarou o mesmo estado para o ladrão (Lc.23:43). Ele também ensinou que as almas e os espíritos que deixaram os corpos de crianças que morreram antes da idade de entendimento, estão agora no "céu" (em Mt.18:10 - "seus anjos" é uma referência aos espíritos que deixaram os corpos delas; leia At.12:15). Os corpos de todas essas pessoas, no entanto, permanecem nos túmulos.

A confusão surge porque as pessoas usam expressões como: "em glória" e "na glória" para se referir ao céu. A versão King James da Escritura não ajuda nesse assunto, afirmando que Cristo foi "recebido na glória" em Sua ascensão, o que implica que a glória é um lugar no céu (1Tm.3:16). No entanto, é uma tradução equivocada. O versículo deveria dizer que Ele foi recebido "em glória", o que significa que Ele subiu ao céu em um estado glorificado. Assim, "glória" é uma condição, não um lugar. A expressão "na glória" não é usada na Escritura para indicar um lugar no céu. Nós portanto, não deveríamos usá-la dessa maneira, como um lugar no céu, porque confunde o atual estado dos fiéis que partiram, com o seu futuro estado de glorificação. As almas e espíritos dos crentes falecidos estão definitivamente no céu com o Senhor agora, mas eles ainda não estão em um estado glorificado. Seus corpos ainda estão na sepultura, e precisam ser ressuscitados. J.N.Darby disse: "O estado intermediário não é a glória (para isso precisamos esperar pelo corpo. Ele sobe em glória; O Senhor transformará nossos corpos, como o seu corpo glorificado.)" (Collected Writings, vol . 31 p.185).

Os mortos em Cristo (cristãos), e todos os santos do Antigo Testamento, estão em um estado separado (sem corpo), esperando para serem glorificados. Isso ocorrerá quando Cristo vier no Arrebatamento (1Co.15:51-57; Fp.3:20-21; Hb.11:40; 1Jo3:2). Os crentes que estiverem vivos na Terra estão "presentes no corpo" (2 Co.5:6), e também estão esperando para serem glorificados.

A transformação de ambos (os que partiram e os santos vivos) irá ocorrer ao mesmo tempo (quando o Senhor vier), e vai ser tão rápido como um "piscar de olhos" (1 Co.15:23; 53-55). A diferença é que aqueles que morreram na fé estão atualmente numa brilhante "sala de espera", por assim dizer, porque eles estão com Cristo em um pleno estado de gozo, que é "muito melhor" do que qualquer coisa que uma pessoa viva na Terra poderia experimentar (Fp.1:23). Por isso, os santos que morreram e passaram a estar com o Senhor não estão glorificados ainda, e, portanto, não seria correto dizer que eles estão "em glória". Há apenas um homem glorificado atualmente - O próprio Cristo (At.3:13; Fp.2: 9-11; 1Tm.3:16; 1Pe.1:21).

Se pararmos e considerarmos as ramificações desta idéia errada - e se analisadas até sua conclusão lógica - irá resultar na exclusão da necessidade da ressurreição! Como vimos, a Escritura ensina que os santos falecidos serão glorificados na primeira ressurreição (1 Cor.15:23, 51-57.) quando o Senhor vier (1Ts.4:15-18.). Mas, se eles já foram glorificados, qual é a necessidade da ressurreição?

Portanto, em vez de dizer que o irmão Fulano-de-Tal está "na glória agora," seria mais correto dizer que ele está com o Senhor no céu, em uma condição de gozo, o que é muito melhor.

Tradução: Kleber Barbosa | Revisão: Paulo Martins e Rosimeri Martins
Extraído do livro "UNSOUND DOCTRINAL STATEMENTS & CLICHÉS (Commonly Accepted as Truth)" Bruce Anstey - 2) The Intermediate State Of Believers - Tradução páginas 21 a 23.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

A Besta e O Anticristo - Bruce Anstey

Clichê (Sem Fundamento): Imediatamente após o Arrebatamento, o Anticristo surgirá com destaque e estabelecerá um único governo mundial onde ele será o líder - como o cavaleiro do “cavalo branco” (Ap.6:2). Ele fará uma aliança por 7 anos com Israel para protegê-los, mas na metade dos 7 anos, ele romperá a aliança (Dn.9:27).

Essa afirmação nos faz confundir o Anticristo com a primeira “Besta” em Ap.13:4-8 (também chamado de “o chifre pequeno”- Dn.7:8, 20-21,24-25). Um erro comum que prevalece entre os cristãos.

A primeira besta no capitulo 13 de Apocalipse (o chifre pequeno) é o líder político das superpotências ocidentais (uma confederação de dez nações na Europa, talvez incluindo a América do Norte). O Anticristo é a segunda besta do capítulo 13 de Apocalipse, chamado de “o falso profeta” em relação ao seu trabalho de enganar com mentiras as nações ocidentais, de que todos deveriam adorar a imagem da besta (2Ts.2:9-12; Ap.13:12-17; 19:20). Ele também é chamado de “o rei” em relação aos Judeus na terra de Israel, como sendo o seu falso líder (Messias) (Is.8:21; 30:33; 57:9).

Assim, no Ocidente o primeiro homem é um líder político e o outro homem é um líder religioso. Muitos confundem estes dois homens e pensam que o Anticristo é o líder político da confederação ocidental.

Além disso, a Escritura não ensina que esses homens serão líderes de um único governo mundial. Eles, sem dúvida nenhuma gostariam de ser, e irão se empenhar em consegui-lo, mas um único governo mundial só será visto pela primeira vez na Terra quando o Senhor Jesus estabelecer o Seu Reino no Milênio (Dn.2:35; Zc.14:9).

Durante todo esse tempo esses homens estarão no poder no Ocidente; haverá outra grande Confederação política das nações no Oriente que irá se opor á confederação do Ocidente (Sl.83). Estas nações teriam que ser derrotadas antes de ser estabelecido um governo mundial pela Besta e o Anticristo. E isso nunca acontecerá porque o Senhor intervirá e destruirá ambos os superpoderes (Ap.16:12-21).

Inclusive, a Besta ou o Anticristo não farão uma aliança de 7 anos com os judeus. A aliança será feita 3,5 anos antes que esses homens cheguem ao poder no Ocidente. Seus reinados como líderes da Confederação Ocidental durará 42 meses, que é a última metade da semana profética do capítulo 9 de Daniel (Ap.13:5).

O primeiro “ele” descrito no versículo 27 do capítulo 9 de Daniel, que estabelecerá a aliança com os Judeus, é um líder desconhecido na Confederação Ocidental, formada pela primeira vez sob o controle da Igreja Católica Romana.

O segundo “ele” citado naquele versículo é a Besta (o chifre pequeno), e aparece no cenário quando assume o império como um ditador, na metade da semana profética de Daniel. Ele irá romper a aliança com os Judeus. O Anticristo, supõe-se, terá alguma participação nessa traição (Sl. 55:20). Alguns estudantes da Profecia concluíram que “o príncipe” nesta passagem parece ter a mesma participação que vários indivíduos tiveram quando o império passa do controle da mulher (a Igreja Católica - Ap.17:1-5) para o controle pessoal da Besta (Ap.17:12-18).

Como consequência, a Besta e o Anticristo não fazem uma aliança com os Judeus – eles irão romper a aliança quando chegarem ao poder na metade dos 7 anos.

Tradução: Kleber Barbosa | Revisão: Paulo Martins e Rosimeri Martins
Extraído do livro "UNSOUND DOCTRINAL STATEMENTS & CLICHÉS (Commonly Accepted as Truth)" - Bruce Anstey
45) The Beast and The Antichrist - Tradução páginas 110 a 111

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

O que acontecerá com filhos de incrédulos no Arrebatamento? - Bruce Anstey

Será que as crianças, filhas de incrédulos, seriam levadas no Arrebatamento para serem poupadas da Grande Tribulação? Por ser a Grande Tribulação um período tão terrível, muitos acreditam que Deus não permitirá que as crianças venham a passar por ela. Essas pessoas acham que todas as crianças serão tiradas do mundo quando a Igreja for levada no Arrebatamento. Seu argumento é que todas as crianças estão sob o abrigo do sangue.

Todavia as Escrituras não indicam isso. Existem no Antigo Testamento figuras desse tempo vindouro de provação e juízo que sugerem que os filhos dos incrédulos não serão tirados da terra e da Tribulação que virá. No caso do Dilúvio, que é uma figura do juízo futuro, os filhos dos incrédulos não entraram na arca, mas se afogaram com seus pais (Gênesis 6-7). Também no caso do juízo que caiu sobre Sodoma e Gomorra, outra figura do período de juízo que está por vir, os filhos dos incrédulos não foram tirados dessas cidades antes que o fogo de Deus caísse do céu (Gênesis 19). Portanto, estes tipos ou figuras sugerem enfaticamente que o mundo não ficará vazio de crianças no Arrebatamento.

Podemos achar que tenha sido uma terrível falta de misericórdia da parte de Deus ter agido assim naquelas ocasiões, já que aquelas crianças eram inocentes. Todavia, de uma perspectiva eterna, aquilo foi um ato de misericórdia, se considerarmos que aquelas crianças teriam crescido para se tornarem como seus pais, o que as levaria a acabarem sendo julgadas por seus pecados numa eternidade de perdição. Mas já que morreram como crianças quando veio aquele juízo, suas almas foram para o céu (Mateus 18:10).

Um princípio que nos é dado em 1 Coríntios 7:14 indica que os filhos de pais crentes (ou mesmo quando apenas um deles é crente) irão para o céu com seus pais crentes no Arrebatamento. C. H. Brown costumava dizer: “Deus não irá roubar o berço de pais incrédulos no Arrebatamento”.

Além disso, se desenvolvermos essa ideia equivocada até sua conclusão lógica, veremos que ela realmente não faz qualquer sentido. Deus não poderia realizar aquilo que os que advogam essa ideia dizem que Ele estaria tentando realizar — que é manter crianças fora da Grande Tribulação. A razão é que crianças continuarão a nascer durante o período de Tribulação. E já que a cada segundo nasce uma criança em algum lugar do mundo, em questão de semanas e meses após o Arrebatamento o mundo já teria uma quantidade significativa de crianças nascidas aqui.

Tradução: M. Persona
Extraído de “Unsound Doctrinal Statements and Clichés Commonly Accepted as Truth” - Bruce Anstey

sábado, 16 de julho de 2016

O Cumprimento das Profecias - Bruce Anstey

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Clichê (sem fundamento): "Nós estamos nos últimos dias e estes são tempos emocionantes porque estamos vendo as profecias se cumprindo bem diante de nossos olhos!"

Muitos cristãos têm a falsa ideia de que as profecias estão se cumprindo nos dias de hoje, mas isso reflete a falta de compreensão das Dispensações de Deus com Israel e com a Igreja.

As profecias têm a ver com Israel e com a Terra; não têm a ver com a Igreja, que é uma entidade celestial.

O Antigo Testamento mostra que o tratamento de Deus para com Israel atualmente está suspenso (Dn.9:24-27; Mq.5:1-3; Is.61:1-3; Sl.69:22-36; Zc.11-13, etc.). Isto significa que as profecias não estão se cumprindo nos dias de hoje.

O Novo Testamento ensina que enquanto Israel seria temporariamente deixado de lado, Deus chamaria os crentes no Senhor Jesus Cristo, tanto dos judeus como dos gentios, para formar uma companhia celestial que reinaria com Cristo sobre a Terra no Seu reinado milenar. Isto é a Igreja, que é o corpo (místico) de Cristo (At.15:14; Ef.3:6). Quando esse trabalho de Deus estiver terminado, Deus retomará com Israel novamente para trazer o remanescente daquela nação à benção, conforme as promessas de seus profetas do Antigo Testamento. Naquela hora, as profecias começarão a se cumprir.

Em Rm.11:25-26 lemos: “o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado. E assim todo o Israel será salvo”. Isto significa que o endurecimento de Israel será removido (o remanescente deles) e que eles serão restaurados ao Senhor. O grande fato a ser observado nessa passagem é que esta restauração não ocorrerá “até que” todas as pessoas eleitas entre os gentios creiam no Evangelho da Graça de Deus, sejam salvas, e incorporadas à Igreja. Além do mais, enquanto a Igreja estiver na Terra, as profecias, no que se refere à Israel, não estarão sendo cumpridas.

Profecia tem a ver com os “últimos dias” de Israel (Dn.8:19,23; 10:14; 11:35, 40; 12:4, 9, 13). Inicia-se quando as superpotências do oeste (as dez nações confederadas – a Besta) fizerem um “acordo” com os judeus para protegê-los, o que evidentemente até hoje não ocorreu, (Dn.9:27).

Enquanto as profecias não estão se cumprindo nos dias de hoje, nós podemos ver coisas sendo colocadas no lugar no mundo pela providencia de Deus, a fim de que as profecias possam se cumprir.

Por exemplo, certos países citados nas profecias estão ficando em evidência, o que não acontecia há séculos em sua existência. E também a confederação das nações da qual a Palavra fala – a Oeste de Israel (Europa) e também a Noroeste de Israel – parecem estar se alinhando nos dias de hoje.

Mas as profecias, estritamente falando, não estão se cumprindo ainda.

Tradução: Paulo Martins | Revisão: Rosimeri Martins
Extraído do livro "UNSOUND DOCTRINAL STATEMENTS & CLICHÉS (Commonly Accepted as Truth)" - Bruce Anstey - Páginas 103 a 104 / 41) The Fulfilment of Prophecy

sexta-feira, 1 de julho de 2016

O Arrebatamento e A Manifestação - Bruce Anstey

Clichê: Ninguém sabe quando o Arrebatamento ocorrerá, quando o Senhor virá como um “LADRÃO NA NOITE”, porque Ele disse, “MAS DAQUELE DIA E HORA NINGUÉM SABE, NEM OS ANJOS DO CÉU, MAS SOMENTE MEU PAI” (Mt 24:36)

Há dois erros nesta expressão ouvida frequentemente.

Em primeiro lugar, enquanto é verdade que ninguém sabe quando o Arrebatamento ocorrerá, Mateus 24:36 não é o versículo a ser usado para mostrar isso. A pessoa que pensa que esse versículo está se referindo ao Arrebatamento, mostra claramente uma falta de entendimento do que trata o capítulo 24 de Mateus. A passagem está se referindo à Manifestação de Cristo, não ao Arrebatamento.

Simplificando, a vinda do Senhor tem duas partes: há o Arrebatamento – que é a vinda do Senhor para os Seus santos para levá-los aos céus (1Te. 4:15-18, etc), e há a Manifestação, que é a Sua vinda com Seus santos para fazer o julgamento do mundo que O rejeitou (1Te. 3:13; 4:14; 5:2; Ju 14-15, etc). Este não é o momento para tratarmos de todas as diferenças entre esses dois eventos, mas simplesmente dizer que o período de 7 anos de Tribulação acontece entre eles. O assunto da vinda do Senhor em Mateus 24:36 é a Manifestação de Cristo, que ocorre após a Grande Tribulação. Os versículos 29 a 31 deixam isso claro; eles dizem, “E, logo depois da aflição daqueles dias... e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu”.

Pode-se perguntar, “Qual versículo deveríamos então usar?” Esta é uma boa pergunta, e a resposta está em Mateus 25:13: “Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora”. Isto tem a ver com a vinda do Senhor como o Noivo, que é o Arrebatamento. Infelizmente, a versão King James da Bíblia, com pouca autoridade em manuscritos, acrescentou as palavras “em que o Filho do homem há de vir¹”. Estas palavras não fazem parte do texto, e confundem as coisas. Elas trazem à mente a Manifestação; sempre que a vinda do Senhor é falada referindo-se a Ele como o Filho do homem, é a Sua Manifestação para julgar o mundo que O rejeitou. Este versículo (Mt 25:13) mostra que os que extrapolam e estabelecem datas como quando o Arrebatamento ocorrerá, estarão professando ter conhecimento de algo que a Bíblia diz que ninguém sabe, apenas Deus.

Em segundo lugar, as palavras em letras de forma destacadas no “clichê” erroneamente fazem referencia ao Arrebatamento como um “LADRÃO NA NOITE”. A vinda do Senhor é mencionada como um LADRÃO seis vezes na Palavra (Mt 24:43; Lc 12:39; 1Ts 5:2; 2 Pe 3:10; Ap 3:5 e 16:15) e toda vez está ligada á Manifestação de Cristo, e não ao Arrebatamento. Uma simples consulta a essas seis passagens prova isto. No Arrebatamento, o Senhor vem para levar a Igreja, que é a Sua noiva (1Ts 4:15-18, etc). Ele vem naquela hora como “o Noivo” (Mt 25:6-10), não como um Ladrão. (Vir como um Ladrão não é jeito de buscar uma noiva!).

Além do mais, a maioria das passagens que se referem à vinda do Senhor como um Ladrão fala dEle julgando o mundo nessas ocasiões. Isto acontece na Manifestação, não no Arrebatamento. Mt 24:43-44 se refere a Ele como “O Filho do homem”, que é o modo como Ele é mencionado na Palavra quando faz julgamentos (Dn 7:13; Jo 5:27; Ap 1:13-16). Ele nunca é mencionado como o Filho do Homem em assuntos relacionados à Igreja! Esse título, de fato, não é usado nas Epístolas onde a Igreja é dirigida e instruída. 1 Tessalonicenses 5:2 mostra que a vinda de Cristo como um Ladrão é quando Ele trará “súbita destruição” sobre o mundo dos descrentes. 2 Pe 3:7-10 diz que esse é “o dia do julgamento”. Apocalipse 16:15-16 diz que quando o Senhor vier como um Ladrão ele virá para julgar os exércitos que estarão reunidos no “ARMAGEDON” para lutar contra Ele. Essas coisas não acontecem no Arrebatamento, mas sim na Manifestação.

Ainda mais, a parábola de Lucas 12:36-39 indica que a vinda do Senhor como um Ladrão é realmente após “as bodas” terem acontecido. Diz: “E sede vós semelhantes aos homens que esperam o seu senhor, quando houver de voltar das bodas,...se o pai de família soubesse a que hora havia de vir o ladrão”...A Palavra ensina que quando o Senhor levar a Igreja para o Lar no Arrebatamento, haverá o Trono de Julgamento nos céus (2Co: 5-10) e então um período de adoração ao redor do trono (Ap: 4-5) e então, após isso haverá “o casamento do Cordeiro” – as bodas (Ap 19:7-9). Somente após “as bodas” terminarem é que o Senhor sairá dos céus como um Guerreiro-Juiz (Ap 19:11- 21).

Tradução: Paulo Martins | Revisão: Rosimeri Martins
Extraído do livro "UNSOUND DOCTRINAL STATEMENTS & CLICHÉS (Commonly Accepted as Truth)" - Bruce Anstey - Páginas 104 a 106 / 42) The Rapture & The Appearing
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¹ Nota do Tradutor: A versão Revista e Corrigida de João Ferreira de Almeida também acrescentou essas palavras, da mesma forma que a versão King James.

O fermento

Leitura: Mateus 13:33
Outra parábola lhes disse: O reino dos céus é semelhante ao FERMENTO, que uma mulher toma e introduz em três medidas de farinha, até que tudo esteja levedado.
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Depois de apontar que o crescimento da cristandade trouxe para seus ramos as mesmas aves que arrebatam a verdadeira semente que o semeador semeou, a parábola seguinte também fala de crescimento, ou mais precisamente da origem desse crescimento.

Antes que você acredite no que dizem alguns teólogos, que o fermento nesta parábola é o evangelho que faz o cristianismo crescer no mundo, faça uma busca pela palavra "fermento" em www.bibliaonline.com.br. Em toda a Bíblia o FERMENTO aparece como má doutrina ou má conduta. Nunca é algo positivo.

Na parábola da semente de mostarda o reino dos céus é grande e influenciado pelas aves que vêm de fora. Nesta parábola a massa é corrompida pelo fermento que vem DE DENTRO. No capítulo 20 de Atos o apóstolo Paulo adverte os cristãos de Éfeso que o rebanho seria assolado por lobos, de fora para dentro, e que do meio deles surgiriam homens distorcendo a Palavra de Deus e gerando destruição de dentro para fora.

A massa é a matéria prima para fazer pão, que é um alimento e figura da Palavra de Deus. Alguns falam aquilo que está de acordo com a Palavra de Deus. Outros falam qualquer coisa que faça a massa crescer, visando apenas aumentar o número de seguidores, eleitores ou público pagante. Isso não passa de fermento.

Vivemos hoje em meio a muita mistura de coisas genuínas e falsas, por isso é preciso muito cuidado. Dos quatro tipos de solo que receberam a boa semente, apenas um era fértil. Que solo é o seu?

Do campo plantado, apenas parte era formado por trigo verdadeiro, o resto era joio, uma erva daninha plantada pelo diabo. Cristãos falsos e verdadeiros crescerão juntos até que uns sejam recolhidos em feixes e os outros incinerados. Que tipo de planta é você?

A grande árvore que cresceu de uma pequena semente abriga em seus ramos as mesmas aves malignas que arrebatam a semente. O FERMENTO do mal contamina a massa DE DENTRO PARA FORA, dando a ela um crescimento artificial. Você é daqueles que seguem números e seguem a opinião pública?

No mercado você encontra mais produtos falsos do que verdadeiros. Antes de comprar é preciso verificar sua origem e qualidade. Verifique se o cristianismo que estão lhe oferecendo não é pirata; veja se o crescimento não é apenas o resultado de um fungo, como os gases que fazem crescer a massa.

Enquanto pensa nisso, vamos à próxima parábola, a do tesouro escondido. Nos próximos 3 minutos.

domingo, 26 de junho de 2016

Dirigindo-se a Deus Pai - Bruce Anstey

A expressão Pai Celestial é frequentemente usada pelos cristãos se dirigindo a Deus em oração. Eles estão convencidos de que esta é a maneira que nós temos de nos dirigir a Deus, porque o Senhor ensinou aos seus discípulos a orarem dessa maneira e Ele mesmo falou de Deus como Seu Pai Celestial (ou dos céus).

É realmente verdade que o Senhor ensinou seus discípulos a se dirigirem a Deus em oração como “Nosso Pai que estás nos céus”, a referirem-se a Ele como “o Pai celestial” deles (Mat. 6:9, 14 etc.).

Isto foi porque, naquele tempo, os seus discípulos eram um grupo terrenal de crentes, tendo promessas e esperanças terrenas, e o destino deles era viver na terra o reino que Deus prometeu estabelecer – se a nação o recebesse como Seu messias. Eles eram discípulos judeus esperando por um Messias Judeu para ser recebido pela nação de judeus. Os discípulos não eram cristãos naqueles dias, embora eles tenham nascido de novo crentes no Senhor Jesus. Desde que suas vidas e esperanças eram terrenas, era realmente próprio para eles se dirigirem a Deus, quem estava nos céus, como Seu “Pai Celestial”. É significativo que esta expressão é encontrada somente nos evangelhos sinópticos (Mateus, Marcos e Lucas), os quais apresentam um Messias judeu com seus discípulos judeus. Não é encontrado no Evangelho de João onde o desabrochar do cristianismo é enfatizado. A expressão não é usada no livro de Atos, nem é usada nas epístolas onde temos o cristianismo revelado.

Como nós sabemos o cristianismo não começou até que o Senhor ressurgisse de entre os mortos e voltasse aos céus, e de lá, enviasse o Espírito Santo. A revelação cristã da verdade é revelada nas epístolas onde aprendemos que nossa posição diante de Deus, nossas bênçãos, nossas esperanças em Cristo e o nosso destino, são todos celestiais. Então, em contraste com Israel, cristãos são um grupo celestial de pessoas.

Nossa posição diante de Deus é aquela sentada em lugares celestiais em Cristo Jesus (Ef. 2:6).

Nós estamos diante de Deus no próprio local de aceitação no qual o Filho, Ele mesmo está (Ef. 1:6). Então, uma vez que este é nosso lugar na imediata presença de Deus (Ef. 2:18; Heb. 10:19), nós não temos necessidade de nos dirigirmos a Ele como nosso “Pai Celestial”, como se fôssemos crentes terrenais esperando pelo estabelecimento do seu reino.

O termo denota distância entre os céus e terra, existente entre os crentes e Deus, o que não é verdade para nós na nossa posição de cristãos. Além disso, chamar Deus de “nosso Pai Celestial” não é a maneira cristã de se dirigir a Deus. A maneira cristã é simplesmente dizer “Pai” – como visto através das epístolas.

Assim, se dirigir a Deus como nosso Pai “Celestial” é confundir nossa posição cristã. É realmente a negação prática de onde estamos diante de Deus, embora, logicamente, aqueles que falam desta maneira não tenham a intenção de negar esta verdade. O pensar que as formas judaicas de expressão são as maneiras cristãs de falar com Deus tem suas raízes na Teologia Reformada (Teologia do Pacto). Tal ensinamento vê Israel como a Igreja no Antigo Testamento e a Igreja como sendo Israel no Novo – assim misturando (fundindo) todos os crentes em um povo de Deus, sem distinção. Consequentemente aqueles que adotam tais doutrinas, não têm escrúpulos em tomar o que é dito aos Israelitas no Antigo Testamento e usar como se tais ensinamentos tivessem sido escritos para a Igreja.

A questão a seguir foi submetida ao editor da revista Scripture Truth: Os cristãos devem se dirigir a Deus como “Pai Celestial”? Resposta: Cristãos podem se dirigir a Deus em oração como “Pai Celestial”, mas ao fazê-lo eles falam a Ele à luz da revelação feita aos discípulos antes da cruz, onde eles estavam ainda, como um remanescente fiel de Israel ao redor do Seu Messias, e não à luz da revelação a qual é distintamente distintivamente cristã.

Dirigir-se a Deus desta maneira denotaria alguma falta de entendimento desse relacionamento próximo que os cristãos têm agora estando identificados com o Cristo ressuscitado como Homem na presença do Pai (Scripture Truth, vol. 14, p. 287).

Um artigo num periódico, Young Christian, diz: Nós precisamos novamente notar a diferente posição deles (os discípulos) da nossa. Eles tiveram um chamado terrenal, então foram ensinados a orar “Nosso Pai que estás nos céus”, “Pai Celestial”, ou “Pai que estás nos céus”. Mas tais não são usadas depois da redenção realizada.

Nós cristãos, temos um chamado celestial, somos “abençoados com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo” (Ef. 1:3); nós somos também selados com o Espírito Santo e dizemos, “Pai” numa proximidade de relacionamento com Ele (Rom. 8:15, 26; Gal. 4:6). – (Young Christian, vol. 2 Scripture Study: Mat. 6).

Um artigo na revista Bible Herald diz: Nós achamos esta parte do Evangelho de João (caps. 13-17) especialmente brilhante com a repetição frequente da palavra “Pai”. O Senhor está introduzindo “os Seus” ao Pai que os deu a Ele; e no capítulo 17 Ele se dirige ao Pai sobre eles, encomendando-os aos cuidados do Pai, uma vez que Ele não pode mais permanecer com eles para protege-los debaixo das Suas asas protetoras.

Quando é o Filho e o Pai, Ele simplesmente diz “Pai”. Quando Ele encomenda os discípulos a Ele (ao Pai) no meio do mal Ele diz “Pai Santo”, e quando Ele lança um olhar sobre o mundo que O rejeitou – e odiou ambos, a Ele e ao Pai – Ele diz “Pai Justo, o mundo não Te conheceu, mas eu Te conheci”. Por que não dizer “Pai Celestial” aqui? Porque o Evangelho de João Ele é o Filho Unigênito, que está no seio do Pai: consequentemente Ele poderia dizer, como encarnado, “O Filho do Homem que está no céu”. É o Filho e o Pai em João; em Mateus é Jeová e Jesus apresentando-se como Messias, de acordo com as profecias do Antigo Testamento tendo nascido Rei dos Judeus em Belém. No meio do povo da terra de Israel, Ele diz, “Meu Pai, que estás nos céus”, “Meu Pai Celestial”, “Toda planta que meu Pai Celestial não plantou será arrancada (Mat. 15:13)”.

Aqui nós temos distância e terra como Sua esfera – a terra de Israel – Tudo tão diferente de “O Filho do Homem que está no céu” em João. Nós não permanecemos na posição Judaica de servos, Filho e sujeito - à distância; mas nós crentes no Filho, “já pelo sangue de Cristo chegastes perto” (Ef. 2:13) – por Ele “ambos temos acesso ao Pai por um Espírito” (Ef. 2:18).

Nós temos agora a mesma posição, como temos a mesma natureza, como o Filho glorificado de Deus e Ele ascendeu para Seu Deus e Pai, e pela graça, nós que cremos nEle somos apresentados a Deus nosso Pai em Cristo, onde Ele está nos lugares celestiais.

Então, o estar em relação consciente com o Pai, o Espírito de adoção nos dando o sentido do Seu amor e nossa proximidade com Ele, estando na luz, como Ele está na luz, em comunhão com o Pai e Seu Filho Jesus Cristo, nós não dizemos “Pai Celestial”, mas simplesmente “Abba Pai”, por estarmos no gozo da relação filial e estando no Espírito e fé “nos lugares celestiais em Cristo”, nós estamos onde o Pai está... Na presença do nosso Deus e Pai em Cristo, nós não poderíamos dizer “Pai celestial”, como se houvesse toda a distância entre terra e céus entre nós. Meus filhos, não se dirijam a mim como distantes, mas simplesmente digam “Pai”, para aqueles que estão comigo sob o mesmo teto na mesma cidade; mas se eles estiverem numa terra estrangeira, não seria impróprio para algum deles escrever e usar o nome da cidade em conexão com a palavra “pai” (The Bible Herald, vol. 5, pp. 101-103).

Daí, as instruções do Senhor sobre as esperanças terrenas dos Judeus fiéis e sua maneira própria de se dirigirem a Deus como Seu Pai Celestial, não é exemplo para nós que somos cristãos, que temos uma diferente e próxima relação com o Pai. O hino que tem aquela frase “Ó Pai Celestial, conceda-nos a todos a simplicidade de um bebe recém-nascido (#223 L.F.) poderia ter uma escolha melhor de palavras, na nossa opinião.

Tradução: Paulo Martins | Revisão: Rosimeri Martins
Extraído do livro "UNSOUND DOCTRINAL STATEMENTS & CLICHÉS (Commonly Accepted as Truth)" - Bruce Anstey - Páginas 148 a 151 - Theology = Addressing God The Father

segunda-feira, 20 de junho de 2016

A semente de mostarda

Leitura: Mateus 13:31-32

Nas duas outras parábolas ficou claro que o semeador é Jesus e que o seu campo é o mundo. O significado da semente variava: na primeira era a Palavra de Deus e na outra eram as pessoas. Agora a semente é de mostarda e a ênfase é colocada na planta que ela produz.

O reino dos céus começou tão pequeno quanto a menor de todas as sementes. Quem imaginaria que as crenças de um punhado de jovens de classe média liderados por um carpinteiro seriam adotadas por mais de um terço da população da Terra? Hoje mais de 2 bilhões de pessoas se dizem cristãs.

Aquela minúscula semente virou uma árvore grande o suficiente para as aves virem morar nela. Você já sabe quem é o semeador, o que é o campo, a semente e a árvore. E as aves? Quando quiser saber o significado de algo na Bíblia, pergunte à Bíblia.

No primeiro livro da Bíblia, Gênesis, você encontra uma serpente no jardim do Éden iludindo Adão e Eva. No último, Apocalipse, você lê sobre "o dragão, a antiga serpente, que é o diabo, Satanás". Assim fica fácil saber quem é quem.

As aves fazem ninhos na grande árvore da cristandade que começou com uma pequenina semente. Na primeira parábola as aves arrebataram as sementes que caíram à beira do caminho. Jesus explicou que é o Maligno quem arranca as sementes do coração à beira do caminho. E no capítulo 18 de Apocalipse, ao falar de Babilônia, uma alegoria usada para a noiva infiel de Cristo, diz que ela se tornou habitação de demônios, antro de todo espírito imundo e de toda ave impura e detestável.

Juntando tudo, o reino dos céus começou com a Palavra de Deus lançada nos corações, porém nem todos eram férteis para ela germinar. Os frutos genuínos do trabalho do semeador foram plantados neste mundo, mas o diabo, o concorrente, semeou uma imitação daninha do verdadeiro trigo, a qual será deixada até o trigo genuíno ser recolhido em feixes. O falso será queimado.

Enquanto isso, o conjunto de falsos e genuínos crescerá como uma grande árvore que começou pequena, e ela abrigará também Satanás e seus agentes. Portanto você não precisa ir às religiões pagãs para encontrar o diabo. Se der uma olhada na cristandade professa você irá encontrá-lo confortavelmente aninhado em seus ramos.

O que surpreende no grão de mostarda é o crescimento da árvore. E na parábola a seguir Jesus vai falar justamente daquilo que faz crescer: o fermento. Nos próximos 3 minutos vamos ver o que o fermento fez em 2 mil anos.

quarta-feira, 1 de junho de 2016

O Julgamento dos Vivos e dos Mortos - Bruce Anstey

Clichê (sem fundamento): Toda pessoa que rejeitar o Evangelho aparecerá diante o Grande Trono Branco no fim dos tempos para ser julgada e lançada no inferno.

Muitos têm a ideia de que todos os descrentes serão julgados num dia de julgamento final, quando então serão lançados no lago de fogo – inferno.

É verdade que haverá um dia de julgamento final no fim dos tempos, mas isso não envolve todos os descrentes.

O julgamento do Grande Trono Branco será um julgamento somente dos ímpios mortos (Ap 20:11-15).

Há outro tipo de descrentes que serão julgados muito antes daquele grande dia de julgamento. É o julgamento dos vivos.

A Palavra distingue esses dois julgamentos dos ímpios e nos diz quando eles ocorrerão.

Diz: “(...) e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu reino” (2Tm 4:1 ; At 10:42 ; 1Pe 4:5).

Assim, o julgamento dos (ímpios) vivos será na Sua vinda e o julgamento dos (ímpios) mortos será feito no fim do Seu reino de 1.000 anos (Ap 20:7-15).

No Sua vinda o Senhor enviará Seus anjos, que tirarão da terra profética os que rejeitaram o Evangelho da Graça de Deus e os lançarão no inferno. Mateus 13:41-42 diz: “Mandará o Filho do homem os seus anjos, e eles colherão do seu reino tudo o que causa escândalo, e os que cometem iniquidade. E lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali haverá pranto e ranger de dentes (ver também Mt 24:40-41). Estes serão lançados VIVOS no lago de fogo (inferno). Eles são na realidade tirados deste mundo sem ver a morte! Como eles não morrem, eles não necessitam ser ressuscitados para estarem perante o Grande Trono Branco. Eles ficarão face-a-face com o Próprio Juiz no Sua vinda (Ap 1:7) e não será necessário que sejam chamados para o trono do Seu julgamento mais tarde. Eles são, portanto, lançados diretamente no inferno.

As primeiras duas pessoas desta classe muito responsável de pecadores são a Besta e o Anticristo (Ap 19:20).

Tradução: Paulo Martins | Revisão: Rosimeri Martins
Extraído do livro "UNSOUND DOCTRINAL STATEMENTS & CLICHÉS (Commonly Accepted as Truth)" de Bruce Anstey.
47) The Judgment Of The Living & The Dead

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Trigo e joio

Leitura: Mateus 13:24-30; 37-43

O mesmo semeador - Jesus - volta a semear. Na outra parábola a semente é uma só, a Palavra de Deus, mas os solos são diferentes e dão resultados tanto falsos como verdadeiros.

Agora o semeador semeia uma semente que revela ser trigo, e o inimigo planta uma erva daninha muito parecida com o trigo. Estamos falando daqueles que são verdadeiros e falsos na esfera do reino dos céus.

O reino dos céus não é a igreja, mas a esfera dos que professam crer em Jesus, sejam eles genuínos ou não. A igreja não existia quando Jesus contou esta parábola, e só seria formada após sua morte e ressurreição. Leia o capítulo 2 de Atos para entender.

No campo, que é o mundo, há falsos e verdadeiros, mas na igreja, que é o corpo de Cristo, o conjunto dos que foram salvos por ele, todos são genuínos. Quando falo "igreja" não estou falando das organizações ou denominações que os homens chamam de "igrejas". Nelas são as próprias pessoas que se tornam membros. No corpo de Cristo é ele próprio quem acrescenta os membros.

Se você aprendeu teoria dos conjuntos vai entender que a igreja é um subconjunto de um conjunto maior chamado cristandade, a esfera dos cristãos professos, sejam eles joio ou trigo.

O semeador da parábola semeia a boa semente no mundo. O inimigo vem e semeia o joio, a erva daninha, aqueles que apenas professam ser servos no reino dos céus. O inimigo é, obviamente, o diabo, e ele espalha os falsos cristãos pelo mundo numa tentativa de corromper os verdadeiros.

Não há como arrancar o joio. Os verdadeiros cristãos vão continuar espalhados por aí, misturados com os falsos, até chegar a hora em que Deus providenciará essa colheita seletiva. Isso não é tarefa para os homens fazerem.

Falar de semeador, de joio e de trigo numa sociedade predominantemente urbana como a nossa pode não fazer muito sentido. Mas você vai entender a gravidade da coisa se eu recontar a história assim:

"Era uma vez um fabricante que lançou um produto de grife. Veio o concorrente e entulhou o mercado com uma cópia barata e pirata".

Agora você entendeu que o falso não presta, mas é tão parecido com o verdadeiro que é impossível tirá-lo do mercado sem correr o risco de destruir o verdadeiro. É melhor deixar o fabricante decidir quando e como irá recolher os produtos piratas para incinerá-los.

Enquanto isso, vamos falar de outra semente, nos próximos 3 minutos.

Nota de falecimento

Há alguns dias acordei de madrugada com muita falta de ar. Preocupado fiquei sentado na cama testando meus pulmões, respirando profundame...