sexta-feira, 14 de agosto de 2015

A tempestade


Leitura: Mateus 8:23-27; Marcos 4:35-41; Lucas 8:22-25

Vimos Jesus exercendo seu poder e autoridade sobre as enfermidades do leproso, do servo do centurião e da sogra de Pedro. Mesmo assim, quando lemos do diálogo dos dois que queriam segui-lo, aprendemos onde realmente está a resistência: no coração do ser humano.

Para Deus não existe doença mais mortal do que a auto-confiança, do que o orgulho de achar que você é capaz de fazer as coisas em sua própria energia. Não existe doença pior do que a incredulidade.

Agora é hora de Jesus provar seu poder sobre os elementos da natureza, e ele faz isso até dormindo. Anoitecia quando o barco com Jesus e seus discípulos começou a travessia do Mar da Galiléia. No meio do mar uma forte tempestade se abateu sobre o barco que parecia prestes a afundar. Os discípulos estavam desesperados. Jesus dormia.

Acordado por eles, repreendeu primeiro a falta de fé deles, depois os ventos e as ondas do mar. Deve ter sido mais fácil acalmar a tempestade do que os discípulos. Eles estavam surpresos com tamanha demonstração de poder sobre os elementos da natureza.

Não deviam se surpreender. Se eles realmente conhecessem quem era aquele que dormia no barco teriam ficado mais surpresos por saber que, mesmo dormindo, ele estava no controle da situação. A fé não precisa enxergar as circunstâncias mudarem, a fé precisa apenas de Jesus no barco.

Afinal, a Bíblia diz que ele é o criador de todas as coisas; do vento, do mar, da madeira do barco e de seus passageiros. Todas as coisas foram criadas por intermédio dele, e sem ele nada do que existe teria sido feito. É o que diz o primeiro capítulo do evangelho de João. Na carta aos Hebreus diz que ele sustenta todas as coisas pela palavra do seu poder.

Você já convidou o criador e mantenedor do Universo a entrar no seu barco? Você já creu nele como seu Senhor e Salvador? Já reconheceu que ele morreu na cruz e sofreu a pena que você devia sofrer? Você dá mais valor a Jesus do que aos porcos?

Porcos?! Que porcos? Os habitantes da região de Gadara tinham porcos, muitos porcos. Deviam ser bons, porque eles achavam que os porcos valiam mais do que Jesus, mas este é o assunto dos próximos 3 minutos.

Fonte: texto de Mário Persona | http://www.3minutos.net/2008/08/24-tempestade.html

domingo, 9 de agosto de 2015

A prioridade


Leitura: Mateus 8:18-22

Duas pessoas querem seguir a Jesus: um escriba, que era um entendido da lei e da religião judaica, e um discípulo. Provavelmente eles tenham ficado entusiasmados com todos os milagres e curas que viram e queriam estar sempre ao lado de Jesus. O primeiro diz: "Mestre, eu te seguirei por onde quer que fores".

Veja bem, ele está afirmando, não está perguntando se pode, algo como "Posso seguir você?". Também não está expressando um desejo do tipo "Quero seguir você". Não, ele está dizendo que vai segui-lo. "Eu te seguirei por onde quer que fores". Não seria isso excesso de autoconfiança? Creio que sim.

Considerando que nunca mais vamos ouvir falar desse escriba nos evangelhos, é provável que toda aquela disposição tenha morrido literalmente na praia. Sim, eles estavam à beira do Mar da Galiléia.

A autoconfiança é muito valorizada em nossa sociedade, mas Deus abomina isso por trazer em seu bojo coisas como independência, auto-suficiência, e vontade própria. No capítulo 15 do evangelho de João Jesus diz: "Sem mim vocês não podem fazer coisa alguma", e o apóstolo Paulo acrescenta: "É Deus quem opera em vocês tanto o querer quanto o realizar".

Portanto, nas coisas de Deus, tudo o que começa com "auto" está fora: auto-confiança, auto-determinação, auto-ajuda, auto-suficiência e por aí vai.

Jesus mostra ao escriba que ele não tem idéia do que está pedindo. Seguir a Jesus é despachar a bagagem para o céu e viver aqui na expectativa do embarque. As raposas podiam ter sua toca e as aves os seus ninhos, mas para Jesus este mundo não era uma morada definitiva e nem um lugar de descanso. Tampouco é este o destino final do cristão ou um lugar para se acomodar.

O outro homem quer seguir a Jesus, mas tem outra prioridade. "Deixa-me ir PRIMEIRO sepultar meu pai". Seu problema estava na prioridade, na palavra "primeiro". Jesus pede que o discípulo o siga e que deixe os mortos sepultarem os mortos.

Além da lição sobre prioridades ele ensinou a ele outra coisa: neste mundo há duas classes de pessoas, os que estão ocupado com aquele que dá vida e os que se ocupam com as coisas mortas.

Qual daqueles dois homens é você? O escriba auto-confiante que espera uma vida fácil seguindo a Jesus, ou é o homem cuja prioridade era outra e não Jesus? As intenções podem ser boas, mas é preciso entender que Jesus deve ser o começo, meio e fim da vida do cristão. Deve ser o motivo e o objetivo. Não é com auto-confiança que você segue a Jesus, mas com a confiança que vem do alto.

Caso contrário, basta vir um temporal e... bem, este é o assunto dos próximos 3 minutos.

Fonte: texto de Mário Persona | http://www.3minutos.net/2008/08/23-prioridade.html

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Salvo para servir


Leitura: Mateus 8:14-16

Você não obtém a salvação por alguma espécie de evolução espiritual, como alguns querem acreditar. Lembre-se de que a idéia básica da teoria da evolução é a da sobrevivência do mais apto, do mais forte. Em outras palavras, segundo os evolucionistas nós só teríamos chegado até aqui porque o mais forte comeu o mais fraco e prevaleceu.

Não existe nada mais contrário à essência do evangelho. Este anuncia que o mais forte, o Filho de Deus, se fez fraco, se fez carne, se fez servo, e se deixou pregar numa cruz por suas próprias criaturas. Depois de atingir o estágio mais baixo ao qual um ser humano pode chegar, a morte, Deus o ressuscitou e o exaltou acima de todos os céus.

Jesus representa assim o que Deus faz com os piores, não com os melhores. O apóstolo Paulo explica em sua carta aos coríntios que Deus não escolheu os mais aptos, os mais fortes, ou mais inteligentes. Deus escolheu salvar a escória deste mundo, os loucos, os fracos, os perdedores, os pecadores, os enfermos da alma. No final, toda a glória da salvação fica para Deus, não para o salvo.

Afinal, esta é a essência da graça. Deus pega o inútil e incapaz e o salva. Mas salva de quê? Do pecado. Salva para quê? A história da cura da sogra de Pedro nos dá a resposta.

Prostrada com febre numa cama, a sogra de Pedro nada podia fazer por si mesma, por Jesus ou por sua família. Jesus vem e a toca e ela fica curada. O que acontece em seguida é digno de nota:

"Ela se levantou e começou a servir a Jesus".

Taí a resposta. Somos salvos para servir, e não o contrário. A religião humana diz que você deve servir, deve trabalhar, se esforçar, para receber a cura para sua alma, o perdão de seus pecados. A Bíblia ensina que nada podemos fazer, a não ser deixar que Jesus nos toque, que ele nos tire da condição de prostração na qual o pecado nos colocou.

Mateus continua dizendo que ao anoitecer foram trazidos a Jesus muitos endemoninhados e enfermos, e ele curou todos eles. Fazendo assim ele cumpria o que disse o profeta Isaías: "Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e sobre si levou as nossas doenças". Algum tempo depois ele iria levar sobre si, na cruz, os nossos pecados e ser castigado ali por cada um deles.

Agora, se você crê em Jesus como seu Salvador, fica curado de seus pecados, purificados, pronto para o céu. Por que continua aqui? Para servi-lo e segui-lo. Para servir de testemunho a homens e anjos daquilo que Deus pode fazer com pecadores perdidos como eu e você.

Mas como seguir a Jesus? Bem a resposta você terá nos próximos 3 minutos.

Bem-sucedido

Como é difícil levar as boas-novas para uma pessoa bem-sucedida. Como dar boas notícias, para uma pessoa que não tem má notícia? Como comp...