quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Mais do que aves e lírios


Leitura: Mateus 6:25-34

"Olhem para as aves dos céus", disse Jesus. "Olhem para os lírios dos campos". Você já viu um passarinho preocupado com suas ações na bolsa de valores ou um lírio na dúvida de que roupa vai vestir? Deus cuida deles, apesar de não terem sido criados à imagem e semelhança de Deus, como eu e você.

Então quer dizer que a gente pode viver livre de compromissos como vivem os pássaros, e inconseqüentes como crescem os lírios? Não. As comparações param aí. Tanto os lírios como os pássaros vivem para comer, beber e se multiplicarem. E você, vive para quê?

Comer, beber e fazer sexo? Você vale mais do que aves e lírios, e eu realmente não creio que Jesus tenha vindo a este mundo morrer por pardais e bromélias, por mais que sejam criações de Deus. Jesus veio morrer por mim e por você.

É claro que eu e você precisamos trabalhar para ter o que comer, beber e vestir. Desde a queda de Adão toda a terra e a criação virou uma ruína de dar dó, e enquanto Deus não colocar ordem nisso vamos comer o pão com o suor do rosto.

Ah! Agora você vai dizer que eu cheguei ao "x" da questão, que é só graças ao seu trabalho que você pode ter o que tem, suprir as necessidades de sua família, enfim, comer, beber, dormir e pagar a conta do celular. Será?

Se Deus tivesse feito você nascer no deserto da Namíbia, você não seria hoje o que é, e nem teria o que tem. Portanto, é bom começar a reconhecer que, apesar de Deus não ser visto no palco de sua vida, Ele atua nos bastidores. Afinal, ele é o dono do teatro, o diretor do espetáculo e aquele que tem o poder de baixar a cortina quando bem entender.

Injusto! dirá você. "Eu quero dirigir minha vida, eu quero decidir quem sou e o que vou ser, e sou em quem deve dizer quando devo sair de cena". Eu sei você quer tudo isso, mas a vaga para Deus já foi preenchida. E tem mais: você não é uma ilha, e sua vida acaba influenciando a vida de muitos dos bilhões de habitantes do planeta.

Quer ver? Se aquele chinês que você nem conhece tiver feito alguma bobagem na hora de montar esse celular que você tem aí, ele pode falhar na hora que você mais precisar dele. Portanto, acostume-se com a idéia de que precisamos sim de um diretor geral, precisamos sim de Deus.

Mas a questão aqui é a preocupação, a inquietação com as necessidades básicas. Se ainda não creu em Jesus para ter sua salvação garantida, comece por esta preocupação. Porque não existe uma necessidade mais básica do que garantir o seu destino eterno, o seu futuro. E que futuro!

O que Jesus disse? Busque em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça, e todas as outras coisas lhe serão acrescentadas. Que lugar ocupa Jesus em sua lista de prioridades? Não é a primeira? Então, neste caso é melhor você se preocupar mesmo.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Tesouros


Leitura: Mateus 6:19-24

"Ninguém pode servir a dois senhores", disse Jesus. Porque onde estiver o seu tesouro, aí estará também o seu coração. E eu pergunto: Onde está o seu tesouro?

Tesouro é qualquer coisa que a gente deseja mais do que tudo, é a prioridade e razão de viver. Toda pessoa tem ou está em busca de algum tesouro. Pode ser dinheiro, família, relacionamento. Como saber se é um tesouro? Se você achar que não pode viver sem, ou que só vai ser realmente feliz se conseguir aquilo, então é seu tesouro.

Pode ser algo tão banal quanto emagrecer e melhorar de aparência. Já ouviu falar de pessoas que morreram tentando? As pessoas são capazes de qualquer coisa por um tesouro estético. Já ouviu falar de alguém que matou ou morreu pela pessoa amada? Aquele relacionamento era o tesouro, o senhor da vida daquela pessoa.

Avalie os seus tesouros no longo prazo e você vai entender o que Jesus quis dizer. Em cem anos todas as pessoas que você conhece hoje estarão mortas. Na melhor das hipóteses, se você tiver sido alguém de destaque, colocarão um busto seu em alguma praça para sua cabeça virar latrina de pombo.

Quando Jesus usou a expressão "servir a dois senhores" estava falando da relação escravo-senhor, e eu nem preciso lhe dizer como é fácil nos tornarmos escravos do dinheiro, da carreira e do sucesso. Todas essas coisas podem ser boas e lícitas, mas Deus não quer que sejam o centro e a razão de nosso viver. Deus reivindica esse lugar.

A diferença é que, quando é ele quem ocupa esse lugar, já não somos escravos, mas filhos. Todas as outras coisas são conseguidas com esforço. Deus você consegue quando descansa, quando entrega os pontos, quando coloca em sua vida uma daquelas faixas: "Sob nova direção".

Só em Deus você encontra descanso, porque ele fez todo o trabalho. Só em Deus você encontra plenitude, porque... oras, porque ele é Deus! Mas de que Deus estou falando? Do único, do seu criador, daquele que não espera que você faça algo para se salvar, mas que providenciou tudo para você poder chamá-lo de Pai. O Deus que enviou o seu Filho ao mundo para morrer para sua salvação e ressuscitar para sua justificação.

Eu não disse que alguém é capaz até de morrer por um tesouro? Por qual tesouro você acha que Jesus deixou o céu para vir a este mundo morrer? Você. E você, qual é o seu tesouro?

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

A verdadeira felicidade


Quando Jesus acabou de dizer isso,
uma mulher que estava no meio da multidão gritou para ele:

Como é feliz a mulher que pôs o senhor no mundo e o amamentou!


Mas Jesus respondeu:
Mais felizes são aqueles que ouvem a mensagem de Deus
e obedecem a ela.

Leitura: Lucas 11:27-28

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Pai Nosso


Leitura: Mateus 6:9-15

Orar é se reconhecer fraco, incapaz e dependente de Deus. Nada disso agrada o ser humano que desde criança é ensinado a ser independente e, quando cresce, consome livros de auto-ajuda. Portanto, a oração é a negação da auto-suficiência.

Jesus ensina que orar não é ficar repetindo palavras como fazem os pagãos. Não é entoar sons hipnóticos como os mantras tibetanos ou usar de palavras mágicas ou fórmulas secretas para liberar algum tipo de energia cósmica. A oração não é Shazam ou o Abracadabra do cristão. Orar é comungar com Deus nossas necessidades, sentar-se ao lado dele e conversar sobre elas.

Mas por que orar se Deus sabe de antemão o que precisamos ou vamos pedir? Porque Ele quer enxergar dependência em nós e porque gosta quando conversamos com Ele. Orar é fazer o caminho inverso do homem no Éden, que quis ser independente de Deus, auto-suficiente e dono de seu próprio nariz. A oração nos põe de volta em nosso devido lugar.

Antes de ensinar a oração conhecida como "Pai Nosso" Jesus condenou a mera repetição de palavras, portanto o "Pai Nosso" não é uma oração para ser repetida. Trata-se de um modelo de como devemos orar. Não é "o que", mas "o como".

Primeiro vem o reconhecimento da posição que Deus ocupa, no céu, acima de nós, e de sua santidade, que significa separação do mal. Equivale reconhecer que os nossos interesses particulares podem não ser os interesses de Deus, que vê o cenário todo de cima e sabe o que é melhor para nós.

Daí o "venha a nós o teu reino" e não o contrário. Os interesses do céu devem prevalecer sobre os da terra. É só após reconhecermos o que Deus é, e que ele tem a primazia, que vêm os pedidos, que são basicamente para o suprimento das necessidades físicas e de proteção, intercalados com um pedido de perdão.

Esse perdão não é o perdão judicial de nossos pecados, que recebemos por graça e pela fé em Jesus. Aqui é um perdão parental, relativo. É a condição momentânea para recebermos o que pedimos. É como se meu pai dissesse: "Marinho, você não vai ganhar a bicicleta enquanto não fizer as pazes com sua irmãzinha".

Mas como perdoar? Com o perdão de quem já foi perdoado. Aí sim, o perdão judicial, absoluto. Para entender melhor isso, veja como o apóstolo Paulo coloca o perdão em sua carta aos colossenses: "Assim como Cristo perdoou vocês, perdoem também os outros". Do ponto de vista judicial, só consigo perdoar porque fui perdoado.

Você já foi perdoado de todos os seus pecados? Esse perdão pleno e absoluto você só obtém porque Jesus pagou o preço em seu lugar morrendo na cruz e ressuscitando. Deus quer perdoar. Esta é a primeira oração que você deve fazer.

Filho ou hipócrita?


Leitura: Mateus 6:1-8; Lucas 11:1-4

O capítulo 6 de Mateus começa falando de duas coisas: da sublime relação que Deus deseja ter com suas criaturas e da vergonhosa hipocrisia religiosa.

A primeira coisa que chama a atenção é a palavra "Pai". Ela aparece 10 vezes nos 18 primeiros versículos do capítulo. Nunca antes um judeu tinha chamado a Deus de Pai. Pode conferir, em todo o Antigo Testamento ninguém ousaria ter tamanha intimidade e familiaridade com Deus.

Essa relação de intimidade foi inaugurada por Jesus, que em sua condição humana era o unigênito, ou o único filho gerado por Deus. Ele foi gerado pelo Espírito Santo, nasceu de uma virgem, e teve em José apenas seu pai legal, não biológico.

E tem mais: no Novo Testamento Deus não é chamado apenas de Pai. Pouco antes de morrer, quando Jesus orava em agonia, o evangelho de Marcos diz que ele se dirigiu a Deus com a palavra "Aba" que, em aramaico, quer dizer "Papai". E nas cartas dos apóstolos você aprende que todo aquele que crê em Jesus pode agora chamar a Deus de "Papai".

Deus estende essa relação de intimidade e parentesco a todo aquele que recebe a Jesus, e apenas a esses. Ouça com atenção o que diz o primeiro capítulo do evangelho de João:

Jesus "veio para o seu próprio povo, e não o receberam. Mas, aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus".

Você é filho de Deus? Já nasceu de novo? Já creu em Jesus?

Agora vem o contraste: Jesus expõe a hipocrisia do homem religioso, que dá esmolas e faz orações para ser visto e elogiado pelos homens. Segundo Jesus, esse já recebeu sua recompensa. Qual? Oras, ser visto e louvado pelos homens. O que ele está dizendo é que um cara assim deve se dar por satisfeito por receber o que procurava. Nada mais.

Esmolas e orações são coisas tão boas quanto as muitas árvores frutíferas que Deus plantou no Jardim do Éden para Adão e Eva se alimentarem. O que aconteceu? Eles comeram da única árvore que Deus ordenou que não comessem. Foi a origem do pecado, da rebelião do ser humano contra o Criador.

Quando Adão e Eva viram a besteira que tinham feito, tentaram se esconder de Deus entre as árvores do pomar. O homem religioso é assim: tenta se esconder de Deus entre as próprias coisas que Deus aprova, como esmolas e orações. Tenta disfarçar, fingir, encobrir seu pecado. O nome disso? Hipocrisia.

Cristo Jesus veio ao mundo salvar pecadores, e são estes que Deus procura. Se você continuar se escondendo atrás de sua religião, de suas boas obras e orações para parecer que não é um pecador, como espera ser encontrado e salvo?

Vamos lá, se exponha, se abra, se escancare para Deus, confesse a Ele quem você realmente é e creia em Jesus como seu Senhor e Salvador. Só falta isso para você ser chamado de filho de Deus e poder olhar para Deus e dizer: Papai.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Você não conhece nem metade


Leitura: Mateus 5:17-26

Jesus não veio abolir a lei, veio cumpri-la. Mas de que lei ele está falando? Deus deu a Moisés os dez mandamentos e mais uma centena de preceitos que compõem a lei de Deus. Você os encontra principalmente nos cinco primeiros livros da Bíblia.

As pessoas deviam cumprir todos os mandamentos, mas alguns logo perceberam que não seria possível. Ainda que você não mate, não roube ou não cometa adultério, há um mandamento que diz: "Não cobiçarás".

Oras, a cobiça acontece na mente, no coração, antes mesmo de você partir para a ação. E é disso que Jesus está falando aqui. A lei dizia "Não matarás", mas Jesus diz que basta sentir raiva de alguém pra isso valer como homicídio. A lei dizia "Não adulterarás", mas Jesus diz que basta cobiçar uma mulher para você ser culpado de adultério.

Bem, se você é daqueles que lêem o sermão da montanha e acham tudo lindo, provavelmente não entendeu o que diz ali. Você está lendo sua sentença de morte. Ou vai querer dizer que nunca sentiu raiva de alguém, nunca adulterou em pensamento ou mentiu, tentando parecer o que não é...

Então tá todo mundo perdido? Exatamente, e é isso que o apóstolo Paulo explica em sua carta aos romanos. Deus deu a lei como um cala-boca, uma forma de mostrar que todos são pecadores, todos são transgressores, todos réus culpados aguardando a aplicação da pena.

Mas tem um problema aí. A pena para o pecado é a morte. Advogado nenhum pode livrar você dessa, mas Jesus pode. Acompanhe meu raciocínio.

No Antigo Testamento, quando um israelita transgredia a lei, quando pecava, era preciso sacrificar um animal inocente, um cordeiro por exemplo, em seu lugar. Detalhe: o cordeiro precisava ser sem defeito.

Jesus, por ser sem pecado, foi o único capaz de obedecer a lei, o único que não tinha pensamentos impuros como nós temos. Apesar de humano, ele não herdou a natureza pecaminosa que nós herdamos de Adão.

Por que você acha que Jesus foi chamado de "Cordeiro de Deus" por João Batista? Exatamente. Porque ele veio para ser sacrificado no lugar do pecador, para cumprir a lei. Quando você vê um ladrão sendo julgado e condenado, você diz que cumpriu-se a lei. O raciocínio é o mesmo.

Lembra de Adão? Pois é, pela desobediência de um só, muitos se tornaram pecadores. Deus quis fazer o caminho inverso. Pela obediência de um só, Jesus, e pela sua morte, muitos podem ser salvos.

Crer em Jesus como seu substituto é a única condição para você ser salvo. Ou acha que vai chegar lá cumprindo a lei? Impossível. Aos olhos de Deus você é um adúltero, ladrão e mentiroso. E como deve estar me odiando por eu dizer isso, acrescente homicida à lista.

Mas, se você realmente se reconhecer um pecador que depende da graça de Deus para ser salvo, depois de me escutar esculhambando com você, provavelmente irá dizer:

"Mario, você não conhece nem a metade do que realmente sou".

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Os perdedores


Leitura: Mateus 5:1-16; Lucas 6:20-23

O sermão da montanha é uma das passagens mais conhecidas do evangelho, mas nem sempre é corretamente interpretado. Primeiro, ele é dirigido aos discípulos que se aproximaram de Jesus, não à multidão.

Em segundo lugar, não se trata de uma lista de coisas para você fazer para ser salvo ou se tornar discípulo de Jesus. Ele está falando das características daqueles que, em todas as épocas, se submetem a Jesus.

"Reino dos céus" significa um reino que não é da terra, é dos céus, cujo rei esteve aqui, foi rejeitado e agora está nos céus. Quando Jesus diz "bem-aventurados estes ou aqueles", é como se dissesse "felizes estes ou aqueles" que são assim. Como assim? Assim como? Perdedores assim.

Sim, porque se o próprio rei do reino dos céus, Jesus, foi um perdedor neste mundo, como você espera que sejam os seus seguidores? Aí vem alguém e diz:

"Ué, mas eu pensei que fosse justamente o contrário, porque vi na TV alguém dizer que se você vai a Jesus seus problemas desaparecem, seus negócios melhoram, você paga suas dívidas, resolve problemas conjugais, é curado de todas as doenças e até compra carro importado".

Bem, quem vai a Jesus pensando nisso é igual a quem se casa por interesse, sabe como é, dá o golpe do baú. Se você está atrás de Jesus para receber alguma outra coisa que não seja o perdão de seus pecados e a salvação, é bom pensar melhor. Ou você acha que Deus é bobo, que não enxerga suas intenções?

Veja quem são os bem-aventurados aqui: os pobres de espírito, os que choram, os mansos, os injustiçados ou cansados das injustiças, os de coração mole que sentem pena dos outros, os que promovem a paz, os perseguidos por agir corretamente ou por sua fé em Jesus...

Percebeu? Tudo oposto às bem-aventuranças deste mundo, onde são bem-aventurados os auto-suficientes, os que riem, os poderosos, os que se dão bem com as injustiças, os que pisam nos outros, que promovem a guerra, perseguem e que, obviamente, querem passar bem longe daquele que neste mundo foi o maior dos perdedores: Jesus.

Só que Deus está chamando os perdedores para o seu reino, não os campeões. Prostitutas, ladrões, cegos, aleijados - que tipo de pessoa você acha que Jesus veio chamar? E depois de salvos de seus pecados pelo que Jesus fez na cruz, e não por suas próprias obras, em que você acha que se transformaram? Nesses bem-aventurados segundo o conceito de Deus, não dos homens.

Quer estar entre eles? Quer ser bem-aventurado eternamente? Então creia em Jesus, não em um Jesus bem sucedido e capa de revista, mas no Jesus crucificado.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Pescadores de homens


Leitura:
Mateus 4:18-25; Marcos 1:16-20; Lucas 5:1-11; João 1:35-42

Na Galiléia Jesus reencontra os irmãos Simão e André. Da primeira vez que se encontraram na Judéia os dois eram discípulos de João Batista e ouviram João dizer que Jesus era o Cordeiro de Deus. Naquela ocasião os dois seguiram a Jesus e Simão ganhou um novo nome, Pedro. Isso está no primeiro capítulo do evangelho de João.

Daquela vez eles foram convidados para conhecer onde Jesus morava. Era um chamado para a salvação, o mesmo que Jesus faz a cada pessoa que tem o primeiro contato com ele. "Você quer saber onde eu moro? Então venha comigo" é mais ou menos o que ele diz a cada coração. É um convite para o céu.

No reencontro na Galiléia, que é descrito por Mateus, os dois são chamados para o serviço. A ordem é sempre esta: primeiro você recebe o convite para ser salvo, depois para servir. Primeiro a fé, depois as obras; primeiro o perdão dos pecados, depois o fruto da fé; primeiro o céu, depois a terra.

Simão e André eram pescadores e Jesus os chamou para serem pescadores de homens. Tudo o que eles precisavam fazer era seguir a Jesus.

A capacitação e o poder para transformá-los em pescadores de homens viria de Deus, não de uma faculdade de teologia ou algo assim. Não seria uma pesca com redes. As redes eles deixaram para trás. Não era para saírem por aí aprisionando pessoas, mas libertando. Andar com Jesus faria deles iscas vivas. Eles deviam levar o sabor e a fragrância de Jesus por onde quer que fossem.

O pescador vai onde o peixe está, corre riscos e não faz barulho para não chamar a atenção para si. É de Jesus, perdão e salvação que o pescador de homens fala, não de religião, costumes ou prosperidade. O tema do pescador de homens é Jesus, o mais próximo que Deus chegou do ser humano. E as boas novas não são uma lista de tarefas, mas a notícia de que Jesus morreu e ressuscitou para salvar e justificar o pecador.

Neste capítulo 4 do evangelho de Mateus mais dois pescadores são chamados para se tornarem pescadores de homens: Tiago e João. Eles imediatamente deixam o barco e seu pai, Zebedeu, e seguem a Jesus. Imediatamente! Jesus tem prioridade.

Muitos empreendedores, políticos e artistas daquela época tiveram seus nomes apagados pela poeira dos séculos. Os nomes dos pescadores Pedro, André, João e Tiago só permanecem porque tiveram um encontro com Jesus e foram chamados a anunciar as boas novas da salvação, que é o que significa a palavra "evangelho". Esse encontro tem conseqüências eternas.

Você já foi pescado? Você já foi chamado?

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Pessoa ou religião?


Leitura:
Mateus 4:12-17; Marcos 1:14,15; Lucas 4:14,15

Ao ficar sabendo que João Batista tinha sido preso, Jesus voltou para a Galiléia, a região onde tinha sido criado. Ali ele adotou Cafarnaum como a base para o seu ministério e foi ali que fez a maior parte dos sinais e milagres.

Cafarnaum ficava às margens do Mar da Galiléia, que na verdade é um lago de água doce com uns de 20 quilômetros de comprimento por 10 de largura. Quando os evangelhos falam de barcos e mar, é a esse lago que estão se referindo, e quando falam de peixes, provavelmente eram tilápias.

O profeta Isaías previu que o Messias habitaria nessa região e que na Galiléia dos gentios o povo que vivia nas trevas veria uma grande luz. Após João Batista, o precursor da Luz que veio ao mundo, ter sido rejeitado e preso pelos judeus, Jesus, acabou indo para uma região habitada principalmente por não judeus ou gentios. A região mais globalizada da Palestina, por onde passava a estrada do Egito à Babilônia, uma rota comercial internacional.

Embora tivesse vindo para os judeus, a fama do rejeitado Rei de Israel se espalhou por toda a Síria. Aquilo era o embrião da mais internacional de todas as crenças, a fé cristã. As pessoas tentam acrescentar uma porção de penduricalhos culturais e regionais à fé cristã, mas o fato é que, em sua essência, ela está concentrada numa pessoa, Jesus, e não numa religião, cultura ou costume.

Boa parte do que você vê por aí, como clero, templos, imagens, vestes e utensílios especiais não passa de uma grande bobagem que nada tem a ver com Jesus. São coisas que a cristandade emprestou do judaísmo e de religiões pagãs, na tentativa de tornar a fé cristã identificável por coisas visíveis.

Oras, quando algo fica visível, já não precisa de fé, não é mesmo? Se você crê em Jesus você crê em uma pessoa, no próprio Deus, que não está sujeito a países, épocas e culturas porque é eterno. A fé cristã se baseia num fato: o Filho de Deus veio ao mundo, morreu por nossos pecados e ressuscitou ao terceiro dia. É a fé num Jesus vivo, no céu.

A única parte visível da fé cristã na terra é o corpo de Cristo, a igreja. Não estou falando de uma construção de pedras ou tijolos, estou falando daquilo que a Bíblia diz ser igreja, o corpo formado por todos os que crêem em Jesus, que nasceram de novo e foram salvos por ele.

Se a sua fé é numa "igreja", no sentido de organização religiosa, ou em qualquer coisa que não seja a própria pessoa de Jesus, você está perdendo seu tempo. Se for numa religião, idem. Religião é a idéia de se fazer algo para nos religar a Deus. Mas fazer o que, se o que precisava ser feito Jesus já fez?

As últimas palavras de Buda foram "Continuem se esforçando". As últimas palavras de Jesus foram "Está consumado".

Afinal, em que você crê, numa pessoa viva ou numa religião morta.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Respostas


Leitura: Mateus 4:1-11; Marcos 1:12,13; Lucas 4:1-13.

Antes de iniciar seu ministério Jesus precisava passar por um teste, e foi o Espírito Santo que o levou ao deserto para ser testado. Enquanto Deus o testava, Satanás o tentava.

Era importante que Ele estivesse acima de qualquer suspeita, que provasse estar moralmente apto para sua missão. O primeiro Adão, o homem natural, o homem da terra, não passou no teste. E Jesus, o último Adão, o homem do céu, o precursor de uma nova linhagem espiritual. Passaria ele no teste?

O primeiro Adão sucumbiu diante do fruto proibido, mesmo sem ficar 40 dias em jejum, como Jesus ficou. O fruto era necessário para alimentar o corpo. Jesus não estava diante de um fruto, mas de um desafio do Diabo: "Já que você é o Filho de Deus, por que não transforma as pedras em pães?"

A resposta de Jesus veio da Palavra de Deus: "Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus".

Aí o Diabo o transportou a Jerusalém e o colocou no topo do templo: "Já que você é o Filho de Deus... então pule, pois está escrito que os anjos irão segurá-lo".

O Diabo usou a própria Palavra de Deus, o Salmo 91. Era a oportunidade de Jesus dar um salto espetacular e ao mesmo tempo provar que os anjos estavam ao seu dispor. Pelo menos uns 60 mil anjos ou doze legiões voariam imediatamente para segurá-lo.

Da primeira vez a tentação visava satisfazer o corpo, igual ao fruto oferecido a Adão. Agora o Diabo tentava despertar em Jesus um sentimento de soberba. O fruto do Éden era bom para dar entendimento a Adão e despertar o sentimento que em outra parte da Bíblia é chamado de "soberba da vida".

No caso de Jesus, a resposta outra vez veio da Palavra de Deus: "Não tentarás o Senhor teu Deus". Embora sendo Deus, na sua condição humana Jesus precisou aprender obediência, como um filho. Passou também nesse teste.

O fruto do Éden era agradável à vista, enchia os olhos. Nesta nova versão da tentação Satanás transporta Jesus a uma alta montanha para que seus olhos se encham com todos os reinos do mundo e a glória deles. Todos eles estavam nas mãos do Diabo, o usurpador. Jesus podia ficar com tudo, literalmente de mão beijada, contanto que adorasse a Satanás. Pela terceira vez a resposta veio da Palavra de Deus, o único que deve ser adorado.

De onde vem as minhas respostas; onde você procura as suas?

Fonte: texto de Mário Persona | http://www.3minutos.net/2008/06/as-respostas-mateus-41-11.html

domingo, 4 de janeiro de 2015

Bem acompanhado


Leitura: Mateus 3:13-17; Marcos 1:9-11; Lucas 3:21,22.

Jesus caminhou quase cem quilômetros, da Galiléia ao Jordão, só para ser batizado por João Batista. Ele devia considerar o batismo algo muito importante.

Mas aí surgiu um problema. Até ali João estava dizendo às pessoas que se arrependessem de seus pecados e fossem batizadas. E agora, o que fazer com Jesus? Como poderia João, um pecador, batizar o Filho de Deus sem pecado? Ele ia se arrepender de quê?

De nada. Ele, que não tinha de que se arrepender, estava disposto a ir lado a lado com aquelas pessoas que tinham muito de que se arrepender. Você provavelmente nunca se esqueceu de alguma situação grave em sua vida quando alguém se dispôs a ir junto com você, a ficar do seu lado. Entendeu?

Ele estava pronto a passar junto com o pecador por aquilo que simbolizava a morte. Três anos depois Ele teria de enfrentar sozinho o mar profundo do juízo de Deus e suas ondas de terror. Mas Ele não ficaria na sepultura. Deus O ressuscitaria, para que você não viesse a passar pelo juízo. Se você crer.

Quando Jesus explicou a João que fazendo assim estaria cumprindo toda a justiça, João consentiu em batizar Jesus.

É aí que temos uma das cenas mais sublimes de toda a Bíblia. Ao sair da água, os céus se abriram e o Espírito Santo de Deus desceu sobre Jesus na forma de uma pomba. Em seguida a voz do Pai ecoou nos céus:

"Este é meu Filho amado, em quem me agrado".

Aqui os céticos entram em longas discussões para tentar negar um único Deus em três Pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo. Eles argumentam que essa Trindade não faz sentido. É claro que não faz. Se a essência de Deus, a natureza de Deus, fizesse sentido para a mente humana tão finita, Ele não seria Deus.

A voz é de Deus Pai, a pomba é a forma adotada ali por Deus, o Espírito Santo, e Deus, Jesus, o Filho estava ali. Entende agora porque lá no livro de Gênesis você encontra Deus dizendo "façamos o homem à nossa imagem e semelhança"? É por isso.

Mas a questão mais importante aqui é esta: Será que Deus pode dizer que se agrada de mim, que se agrada de você? Ele Se agradou com Seu Filho, Jesus, o único homem perfeito que andou neste mundo. E eu e você, como é que ficamos?

Bem, nós vamos precisar estar em Jesus se quisermos ser do agrado de Deus. Há lugares onde você não entra se não estiver muito bem acompanhado. O céu é assim.

sábado, 3 de janeiro de 2015

A origem das nações


Leitura: Gênesis 10

A história dos três filhos de Noé. Realmente, o mundo todo está hoje dividido a partir destes três filhos. Jafé... o povo Europeu é descendente dele (Também alguns dos povos do Norte da África vieram deste homem). Cão... dele vieram aqueles que agora habitam na África, e alguns do povo conhecido como Árabes. Sem... muitas das nações que vivem no continente da Ásia vieram dele. Os Israelitas estão neste grupo. Às vezes você escuta de pessoas que são contra os Judeus como sendo "anti-Semitas". A palavra "Semita" vem de "Semita"... descendentes de Sem.

Gn 10:8-10 Repare em Ninrod. Seu nome significa "nos rebelaremos". Seu reino era Babel (Babilônia). Ninrod era um caçador. Os dois métodos de Satanás são os que um caçador usa, engano e violência. Ele é uma figura do anticristo que irá liderar a rebelião contra o Senhor depois que os crentes tiverem sido arrebatados para o céu.

Em Apocalipse 17 você pode ler do "mistério, Babilônia", representando a última tentativa do homem de organizar um governo mundial.

Fonte: Chapter-a-Day | http://www.stories.org.br/gn_p.html

O precursor do Rei


Leitura: Mateus 3:1-12; Marcos 1:2-8; Lucas 3:1-18.

Você se daria ao trabalho de ir até um deserto para ouvir um homem vestido em um manto de pelos de camelo? E se soubesse que ele se alimentava de gafanhotos e mel, interessaria?

João Batista não era nem um pouco atraente ou diplomático, mas foi justamente um homem assim que Deus escolheu para anunciar a chegada de um reino que não era da terra, mas do céu, e de seu rei, Jesus.

Nada de soldados uniformizados tocando trombetas douradas como nos contos de fadas, mas um João com aparência de louco foi o escolhido para anunciar uma mensagem nada agradável:

Arrependam-se, pois o Reino dos céus está próximo”

Quem dava ouvidos a João e se arrependia era batizado por ele no rio Jordão. Quem não dava...

Bem, algumas pessoas foram lá só por curiosidade e ouviram o que não queriam. João chamou aqueles cidadãos distintos da sociedade judaica de "raça de víboras". Eles eram os fariseus e saduceus.

Os fariseus professavam grande devoção à lei de Moisés e eram cheios de justiça própria. É claro que havia fariseus sinceros, que se esforçavam para levar uma vida correta, mas sinceridade não salva ninguém de seus pecados. Se você conhece alguém que acha que sua vida correta irá salvá-lo, então já sabe como eram os fariseus.

Os outros alvos das broncas de João eram os saduceus, que duvidavam da ressurreição, não acreditavam na existência de anjos, na imortalidade da alma e no castigo eterno. Quem são eles hoje? Os racionais, os céticos, os que colocam sua confiança na ciência, na lógica e na razão.

Ambos acreditavam que por serem descendentes de Abraão isso lhes dava alguma vantagem. Mas Deus não tem netos, a responsabilidade e o novo nascimento são questões individuais.

João avisava que a prova de uma conversão genuína estava no fruto: quem realmente crê na Palavra de Deus é nascido de novo e isso fica evidente em sua vida. Quem não desse fruto - João alertava - seria cortado, como se corta uma árvore, e lançado no fogo. João não media as palavras.

Enquanto ele batizava os arrependidos nas águas do Jordão, avisava que aquele Jesus que ele anunciava batizaria uns com o Espírito Santo, mas outros com fogo; recolheria uns ao celeiro de Deus como trigo precioso, e queimaria outros como palha imprestável.

Quem é você: o religioso fariseu ou o cético saduceu. Espero que seja o pecador arrependido.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

De mal a pior


Leitura: Mateus 2:1-22

Quando Jesus nasceu, alguns homens sábios do Oriente chegaram em Jerusalém perguntando pelo Rei de Israel que tinha nascido.

Quando o rei Herodes e os moradores de Jerusalém souberam disso ficaram preocupados. Você também ficaria se corresse o risco de passar o governo a outro.

E o governo de sua vida, você passaria a Jesus? Ou faria qualquer coisa para evitar isso? Herodes decidiu que precisava eliminar Jesus.

Aqueles sábios chegaram a Belém com presentes para o menino: ouro, incenso e mirra, uma erva amarga tirada de uma árvore cheia de espinhos.

Apesar de Sua perfeição áurea e fragrância divina, Jesus estava destinado a amargar uma morte infame. Pregado num madeiro como um criminoso qualquer.

Depois de encontrarem Jesus, os sábios voltaram por outro caminho. Ninguém volta pelo mesmo caminho depois de um encontro assim. E ninguém tem um encontro assim se não escutar a voz dAquele que disse: "Eu sou o caminho".

Ao saber que Herodes pretendia matar o menino, José fugiu para o Egito levando Jesus e Maria, e só voltou depois da morte de Herodes, indo morar em Nazaré.

Jesus acabou ficando conhecido como nazareno, numa época quando as pessoas costumavam dizer que de Nazaré não vinha coisa alguma que prestasse.

Dá para entender isso? Deus vem ao mundo em um curral, passa suas primeiras noites em um cocho de alimentar gado, vai viver como refugiado no exílio e acaba indo morar numa cidadezinha desprezível de pessoas de quinta categoria.

Sabe o que é? Só quem passou por tudo isso pode entender quem está passando por tudo isso. Tristeza, desprezo, perseguição, você conhece essas coisas, não? Pode ter certeza de que Jesus não veio aqui a passeio. Ele começou mal e terminou pior.

Agora, tente adivinhar a troco de quê ou por quem Ele fez tudo isso. Você sabe a resposta.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Só pode ser verdade


Leitura: Mateus 1:1-16

Qual judeu, de sã consciência, incluiria na genealogia de Jesus duas prostitutas? Mateus fez isso no primeiro capítulo de seu evangelho. Tamar e Raabe eram prostitutas.

E tem mais, tem Jeconias, um rei amaldiçoado pelo profeta Jeremias; tem Rute, uma moabita, povo inimigo de Israel; tem o rei Salomão, que teve mil mulheres, grande parte delas de povos inimigos, e mergulhou na mesma idolatria desses povos. Quem foi Salomão? Era filho de Bate-Seba, a mulher com quem Davi cometeu adultério e cujo marido mandou para a morte. O interessante é que o nome dela não aparece na genealogia, mas sim o de seu marido traído!

E se você analisar a vida de cada um da lista de ancestrais de Jesus vai chegar à conclusão de que não salva um. Ou então vai perceber que Deus queria mandar um recado; queria dizer que eram justamente pecadores assim que Ele ia salvar.

A chave para entender isso está no que o anjo disse a José em um sonho, depois que ele descobriu que sua noiva, Maria, estava grávida e o filho não era dele.

O anjo disse: Ela dará à luz um filho e você o chamará de Jesus, porque Ele salvará o seu povo dos seus pecados.

Aquele Ser que a virgem trazia no ventre tinha sido gerado pelo Espírito Santo e seria chamado de "Deus conosco". Deus estava a ponto de experimentar o que era nascer, viver e morrer como homem. Deus estava a ponto de sentir na própria pele o que eu e você sentimos. Quer maior empatia do que isso?

Ah, eu quase me esqueci. Mateus, o autor do evangelho, era um judeu traidor da pátria. Ele coletava impostos para César, o invasor romano. Seria algo como um judeu trabalhando para Hitler durante a segunda guerra.

Sabe de uma coisa. Essa história é tão incrível que só pode ser verdade. Eu creio nela e eu creio nEle, em Jesus, o Salvador. Eu preciso crer, eu sou tão pecador quanto Mateus e essa gente toda. E você?

Nota de falecimento

Há alguns dias acordei de madrugada com muita falta de ar. Preocupado fiquei sentado na cama testando meus pulmões, respirando profundame...