segunda-feira, 22 de agosto de 2016

A Besta e O Anticristo - Bruce Anstey

Clichê (Sem Fundamento): Imediatamente após o Arrebatamento, o Anticristo surgirá com destaque e estabelecerá um único governo mundial onde ele será o líder - como o cavaleiro do “cavalo branco” (Ap.6:2). Ele fará uma aliança por 7 anos com Israel para protegê-los, mas na metade dos 7 anos, ele romperá a aliança (Dn.9:27).

Essa afirmação nos faz confundir o Anticristo com a primeira “Besta” em Ap.13:4-8 (também chamado de “o chifre pequeno”- Dn.7:8, 20-21,24-25). Um erro comum que prevalece entre os cristãos.

A primeira besta no capitulo 13 de Apocalipse (o chifre pequeno) é o líder político das superpotências ocidentais (uma confederação de dez nações na Europa, talvez incluindo a América do Norte). O Anticristo é a segunda besta do capítulo 13 de Apocalipse, chamado de “o falso profeta” em relação ao seu trabalho de enganar com mentiras as nações ocidentais, de que todos deveriam adorar a imagem da besta (2Ts.2:9-12; Ap.13:12-17; 19:20). Ele também é chamado de “o rei” em relação aos Judeus na terra de Israel, como sendo o seu falso líder (Messias) (Is.8:21; 30:33; 57:9).

Assim, no Ocidente o primeiro homem é um líder político e o outro homem é um líder religioso. Muitos confundem estes dois homens e pensam que o Anticristo é o líder político da confederação ocidental.

Além disso, a Escritura não ensina que esses homens serão líderes de um único governo mundial. Eles, sem dúvida nenhuma gostariam de ser, e irão se empenhar em consegui-lo, mas um único governo mundial só será visto pela primeira vez na Terra quando o Senhor Jesus estabelecer o Seu Reino no Milênio (Dn.2:35; Zc.14:9).

Durante todo esse tempo esses homens estarão no poder no Ocidente; haverá outra grande Confederação política das nações no Oriente que irá se opor á confederação do Ocidente (Sl.83). Estas nações teriam que ser derrotadas antes de ser estabelecido um governo mundial pela Besta e o Anticristo. E isso nunca acontecerá porque o Senhor intervirá e destruirá ambos os superpoderes (Ap.16:12-21).

Inclusive, a Besta ou o Anticristo não farão uma aliança de 7 anos com os judeus. A aliança será feita 3,5 anos antes que esses homens cheguem ao poder no Ocidente. Seus reinados como líderes da Confederação Ocidental durará 42 meses, que é a última metade da semana profética do capítulo 9 de Daniel (Ap.13:5).

O primeiro “ele” descrito no versículo 27 do capítulo 9 de Daniel, que estabelecerá a aliança com os Judeus, é um líder desconhecido na Confederação Ocidental, formada pela primeira vez sob o controle da Igreja Católica Romana.

O segundo “ele” citado naquele versículo é a Besta (o chifre pequeno), e aparece no cenário quando assume o império como um ditador, na metade da semana profética de Daniel. Ele irá romper a aliança com os Judeus. O Anticristo, supõe-se, terá alguma participação nessa traição (Sl. 55:20). Alguns estudantes da Profecia concluíram que “o príncipe” nesta passagem parece ter a mesma participação que vários indivíduos tiveram quando o império passa do controle da mulher (a Igreja Católica - Ap.17:1-5) para o controle pessoal da Besta (Ap.17:12-18).

Como consequência, a Besta e o Anticristo não fazem uma aliança com os Judeus – eles irão romper a aliança quando chegarem ao poder na metade dos 7 anos.

Tradução: Kleber Barbosa | Revisão: Paulo Martins e Rosimeri Martins
Extraído do livro "UNSOUND DOCTRINAL STATEMENTS & CLICHÉS (Commonly Accepted as Truth)" - Bruce Anstey
45) The Beast and The Antichrist - Tradução páginas 110 a 111

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

O que acontecerá com filhos de incrédulos no Arrebatamento? - Bruce Anstey

Será que as crianças, filhas de incrédulos, seriam levadas no Arrebatamento para serem poupadas da Grande Tribulação? Por ser a Grande Tribulação um período tão terrível, muitos acreditam que Deus não permitirá que as crianças venham a passar por ela. Essas pessoas acham que todas as crianças serão tiradas do mundo quando a Igreja for levada no Arrebatamento. Seu argumento é que todas as crianças estão sob o abrigo do sangue.

Todavia as Escrituras não indicam isso. Existem no Antigo Testamento figuras desse tempo vindouro de provação e juízo que sugerem que os filhos dos incrédulos não serão tirados da terra e da Tribulação que virá. No caso do Dilúvio, que é uma figura do juízo futuro, os filhos dos incrédulos não entraram na arca, mas se afogaram com seus pais (Gênesis 6-7). Também no caso do juízo que caiu sobre Sodoma e Gomorra, outra figura do período de juízo que está por vir, os filhos dos incrédulos não foram tirados dessas cidades antes que o fogo de Deus caísse do céu (Gênesis 19). Portanto, estes tipos ou figuras sugerem enfaticamente que o mundo não ficará vazio de crianças no Arrebatamento.

Podemos achar que tenha sido uma terrível falta de misericórdia da parte de Deus ter agido assim naquelas ocasiões, já que aquelas crianças eram inocentes. Todavia, de uma perspectiva eterna, aquilo foi um ato de misericórdia, se considerarmos que aquelas crianças teriam crescido para se tornarem como seus pais, o que as levaria a acabarem sendo julgadas por seus pecados numa eternidade de perdição. Mas já que morreram como crianças quando veio aquele juízo, suas almas foram para o céu (Mateus 18:10).

Um princípio que nos é dado em 1 Coríntios 7:14 indica que os filhos de pais crentes (ou mesmo quando apenas um deles é crente) irão para o céu com seus pais crentes no Arrebatamento. C. H. Brown costumava dizer: “Deus não irá roubar o berço de pais incrédulos no Arrebatamento”.

Além disso, se desenvolvermos essa ideia equivocada até sua conclusão lógica, veremos que ela realmente não faz qualquer sentido. Deus não poderia realizar aquilo que os que advogam essa ideia dizem que Ele estaria tentando realizar — que é manter crianças fora da Grande Tribulação. A razão é que crianças continuarão a nascer durante o período de Tribulação. E já que a cada segundo nasce uma criança em algum lugar do mundo, em questão de semanas e meses após o Arrebatamento o mundo já teria uma quantidade significativa de crianças nascidas aqui.

Tradução: M. Persona
Extraído de “Unsound Doctrinal Statements and Clichés Commonly Accepted as Truth” - Bruce Anstey

sábado, 16 de julho de 2016

O Cumprimento das Profecias - Bruce Anstey

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Clichê: "Nós estamos nos últimos dias e estes são tempos emocionantes porque estamos vendo as profecias se cumprindo bem diante de nossos olhos!"

Muitos cristãos têm a falsa ideia de que as profecias estão se cumprindo nos dias de hoje, mas isso reflete a falta de compreensão das Dispensações de Deus com Israel e com a Igreja.

As profecias têm a ver com Israel e com a Terra; não têm a ver com a Igreja, que é uma entidade celestial.

O Antigo Testamento mostra que o tratamento de Deus para com Israel atualmente está suspenso (Dn.9:24-27; Mq.5:1-3; Is.61:1-3; Sl.69:22-36; Zc.11-13, etc.). Isto significa que as profecias não estão se cumprindo nos dias de hoje.

O Novo Testamento ensina que enquanto Israel seria temporariamente deixado de lado, Deus chamaria os crentes no Senhor Jesus Cristo, tanto dos judeus como dos gentios, para formar uma companhia celestial que reinaria com Cristo sobre a Terra no Seu reinado milenar. Isto é a Igreja, que é o corpo (místico) de Cristo (At.15:14; Ef.3:6). Quando esse trabalho de Deus estiver terminado, Deus retomará com Israel novamente para trazer o remanescente daquela nação à benção, conforme as promessas de seus profetas do Antigo Testamento. Naquela hora, as profecias começarão a se cumprir.

Em Rm.11:25-26 lemos: “o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado. E assim todo o Israel será salvo”. Isto significa que o endurecimento de Israel será removido (o remanescente deles) e que eles serão restaurados ao Senhor. O grande fato a ser observado nessa passagem é que esta restauração não ocorrerá “até que” todas as pessoas eleitas entre os gentios creiam no Evangelho da Graça de Deus, sejam salvas, e incorporadas à Igreja. Além do mais, enquanto a Igreja estiver na Terra, as profecias, no que se refere à Israel, não estarão sendo cumpridas.

Profecia tem a ver com os “últimos dias” de Israel (Dn.8:19,23; 10:14; 11:35, 40; 12:4, 9, 13). Inicia-se quando as superpotências do oeste (as dez nações confederadas – a Besta) fizerem um “acordo” com os judeus para protegê-los, o que evidentemente até hoje não ocorreu, (Dn.9:27).

Enquanto as profecias não estão se cumprindo nos dias de hoje, nós podemos ver coisas sendo colocadas no lugar no mundo pela providencia de Deus, a fim de que as profecias possam se cumprir.

Por exemplo, certos países citados nas profecias estão ficando em evidência, o que não acontecia há séculos em sua existência. E também a confederação das nações da qual a Palavra fala – a Oeste de Israel (Europa) e também a Noroeste de Israel – parecem estar se alinhando nos dias de hoje.

Mas as profecias, estritamente falando, não estão se cumprindo ainda.

Tradução: Paulo Martins | Revisão: Rosimeri Martins
Extraído do livro "UNSOUND DOCTRINAL STATEMENTS & CLICHÉS (Commonly Accepted as Truth)" - Bruce Anstey - Páginas 103 a 104 / 41) The Fulfilment of Prophecy

sexta-feira, 1 de julho de 2016

O Arrebatamento e A Manifestação - Bruce Anstey

Clichê: Ninguém sabe quando o Arrebatamento ocorrerá, quando o Senhor virá como um “LADRÃO NA NOITE”, porque Ele disse, “MAS DAQUELE DIA E HORA NINGUÉM SABE, NEM OS ANJOS DO CÉU, MAS SOMENTE MEU PAI” (Mt 24:36)

Há dois erros nesta expressão ouvida frequentemente.

Em primeiro lugar, enquanto é verdade que ninguém sabe quando o Arrebatamento ocorrerá, Mateus 24:36 não é o versículo a ser usado para mostrar isso. A pessoa que pensa que esse versículo está se referindo ao Arrebatamento, mostra claramente uma falta de entendimento do que trata o capítulo 24 de Mateus. A passagem está se referindo à Manifestação de Cristo, não ao Arrebatamento.

Simplificando, a vinda do Senhor tem duas partes: há o Arrebatamento – que é a vinda do Senhor para os Seus santos para levá-los aos céus (1Te. 4:15-18, etc), e há a Manifestação, que é a Sua vinda com Seus santos para fazer o julgamento do mundo que O rejeitou (1Te. 3:13; 4:14; 5:2; Ju 14-15, etc). Este não é o momento para tratarmos de todas as diferenças entre esses dois eventos, mas simplesmente dizer que o período de 7 anos de Tribulação acontece entre eles. O assunto da vinda do Senhor em Mateus 24:36 é a Manifestação de Cristo, que ocorre após a Grande Tribulação. Os versículos 29 a 31 deixam isso claro; eles dizem, “E, logo depois da aflição daqueles dias... e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu”.

Pode-se perguntar, “Qual versículo deveríamos então usar?” Esta é uma boa pergunta, e a resposta está em Mateus 25:13: “Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora”. Isto tem a ver com a vinda do Senhor como o Noivo, que é o Arrebatamento. Infelizmente, a versão King James da Bíblia, com pouca autoridade em manuscritos, acrescentou as palavras “em que o Filho do homem há de vir¹”. Estas palavras não fazem parte do texto, e confundem as coisas. Elas trazem à mente a Manifestação; sempre que a vinda do Senhor é falada referindo-se a Ele como o Filho do homem, é a Sua Manifestação para julgar o mundo que O rejeitou. Este versículo (Mt 25:13) mostra que os que extrapolam e estabelecem datas como quando o Arrebatamento ocorrerá, estarão professando ter conhecimento de algo que a Bíblia diz que ninguém sabe, apenas Deus.

Em segundo lugar, as palavras em letras de forma destacadas no “clichê” erroneamente fazem referencia ao Arrebatamento como um “LADRÃO NA NOITE”. A vinda do Senhor é mencionada como um LADRÃO seis vezes na Palavra (Mt 24:43; Lc 12:39; 1Ts 5:2; 2 Pe 3:10; Ap 3:5 e 16:15) e toda vez está ligada á Manifestação de Cristo, e não ao Arrebatamento. Uma simples consulta a essas seis passagens prova isto. No Arrebatamento, o Senhor vem para levar a Igreja, que é a Sua noiva (1Ts 4:15-18, etc). Ele vem naquela hora como “o Noivo” (Mt 25:6-10), não como um Ladrão. (Vir como um Ladrão não é jeito de buscar uma noiva!).

Além do mais, a maioria das passagens que se referem à vinda do Senhor como um Ladrão fala dEle julgando o mundo nessas ocasiões. Isto acontece na Manifestação, não no Arrebatamento. Mt 24:43-44 se refere a Ele como “O Filho do homem”, que é o modo como Ele é mencionado na Palavra quando faz julgamentos (Dn 7:13; Jo 5:27; Ap 1:13-16). Ele nunca é mencionado como o Filho do Homem em assuntos relacionados à Igreja! Esse título, de fato, não é usado nas Epístolas onde a Igreja é dirigida e instruída. 1 Tessalonicenses 5:2 mostra que a vinda de Cristo como um Ladrão é quando Ele trará “súbita destruição” sobre o mundo dos descrentes. 2 Pe 3:7-10 diz que esse é “o dia do julgamento”. Apocalipse 16:15-16 diz que quando o Senhor vier como um Ladrão ele virá para julgar os exércitos que estarão reunidos no “ARMAGEDON” para lutar contra Ele. Essas coisas não acontecem no Arrebatamento, mas sim na Manifestação.

Ainda mais, a parábola de Lucas 12:36-39 indica que a vinda do Senhor como um Ladrão é realmente após “as bodas” terem acontecido. Diz: “E sede vós semelhantes aos homens que esperam o seu senhor, quando houver de voltar das bodas,...se o pai de família soubesse a que hora havia de vir o ladrão”...A Palavra ensina que quando o Senhor levar a Igreja para o Lar no Arrebatamento, haverá o Trono de Julgamento nos céus (2Co: 5-10) e então um período de adoração ao redor do trono (Ap: 4-5) e então, após isso haverá “o casamento do Cordeiro” – as bodas (Ap 19:7-9). Somente após “as bodas” terminarem é que o Senhor sairá dos céus como um Guerreiro-Juiz (Ap 19:11- 21).

Tradução: Paulo Martins | Revisão: Rosimeri Martins
Extraído do livro "UNSOUND DOCTRINAL STATEMENTS & CLICHÉS (Commonly Accepted as Truth)" - Bruce Anstey - Páginas 104 a 106 / 42) The Rapture & The Appearing
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¹ Nota do Tradutor: A versão Revista e Corrigida de João Ferreira de Almeida também acrescentou essas palavras, da mesma forma que a versão King James.