quinta-feira, 26 de novembro de 2015

A menina e a mulher

Leitura:
Evangelho de Mateus 9:18-26; Marcos 5:21-43; Lucas 8:40-56

Nos últimos 3 minutos você viu que é uma insensatez tentar misturar a lei e a graça, judaísmo e cristianismo, salvação por obras e por fé. É o mesmo que colocar remendo de pano novo em vestido velho ou vinho novo em odres velhos.

Agora Jesus vai se encontrar com duas pessoas, uma velha e outra nova, e vai curar as duas. Uma é menina, de doze anos, filha de um líder religioso, a qual está morrendo. Ué, mas os líderes religiosos não se opunham a Jesus? Sim, a maioria deles. Mas este, com sua filha única morrendo é um exemplo claro de como mudamos de opinião quando a água bate no queixo.

Alguém disse que não existem ateus nos campos de batalha e que as últimas palavras do mais convicto piloto ateu, gravadas na caixa preta do avião prestes a se espatifar no solo, são sempre as mesmas: "Meu Deus!".

Enquanto caminhava em direção à casa da menina que viveu 12 anos saudável e foi surpreendida pela morte, uma mulher que há 12 anos sofria de uma hemorragia aproximou-se de Jesus. Não importa se você é jovem e saudável, a morte sempre está à espreita. E se ela não chegar de forma precoce, como aconteceu com a menina, todos os dias você perde um pouco de vida, como o sangue que se esvaía daquela mulher. Ambas precisavam de Jesus.

A mulher acredita que basta tocar nas vestes de Jesus para ser curada. Faz isso por trás dele, sem perceber que ele já percebeu. Jesus percebe a mais leve manifestação de fé, a mais vacilante aproximação, o mais singelo toque. Ele se volta para a mulher e diz aquilo que todo ser humano devia querer ouvir:

"Tenha ânimo, a sua fé curou você". Algumas traduções trazem o verbo "salvar" em lugar de "curar".

Ao chegar à casa da menina dada como morta, Jesus diz que ela apenas dorme. A morte não é morte quando você tem Jesus ao seu lado. As pessoas no velório riram dele. Enquanto você não tocá-lo com fé, também irá rir dele, sem perceber que sua vida está se esgotando como numa hemorragia. Enquanto não deixar que Jesus pegue você pela mão, como fez com a menina morta, continuará zombando, ignorando que, espiritualmente, você já morreu.

"Menina, eu lhe ordeno, levante-se!" Ah, nada como uma ordem, um comando de Jesus, para trazer alguém da morte para a vida. Um dia essa ordem será dada, não apenas para uma menina que voltará a morrer depois, mas para milhões de pessoas que creram e terão seus corpos ressuscitados para viverem para sempre. Você estará entre elas?

Para entender isso é preciso que você peça a Jesus que ajude você a enxergar. Como ele fez com os dois cegos dos próximos 3 minutos

Vinho novo

Leitura:
Mateus 9:14-17; Marcos 2:18-22; Lucas 5:33-39

Aquele que nos últimos 3 minutos tinha sido questionado quanto à sua idoneidade por comer com corruptos e pecadores, agora revela mais um lampejo de quem ele realmente era: o noivo.

Quando alguns indagam por que os discípulos de João Batista jejuavam e seus discípulos não, Jesus estabelece uma distinção clara entre o passado e o presente. Não fazia sentido os convidados do noivo jejuarem agora que o noivo estava ali.

A mensagem para qualquer bom entendedor judeu era clara. No Antigo Testamento Deus é chamado de noivo. Aqui Jesus anuncia também sua morte: viria um dia quando o noivo seria tirado. Isso mostra que sua morte não foi um acidente da história, mas algo que fazia parte de um plano maior.

As pessoas precisavam entender que até João Batista havia vigorado uma forma de Deus tratar com o homem. Até então o homem tinha sido provado sob a lei dada a Moisés, e tinha ficado claro que ninguém seria capaz de ser salvo obedecendo os mandamentos. Ali estava o único capaz de obedecer, Jesus, o Filho de Deus, que estava prestes a trocar de lugar conosco. Ele se colocaria no lugar que nós merecíamos estar - sob o juízo de Deus e na morte - e nos colocaria no lugar que ele tinha por natureza e que não merecíamos ter: o céu.

Mas não seria possível receber isso misturando a velha forma de Deus tratar com o homem - a Lei do Antigo Testamento - com a nova - a graça ou favor imerecido. Não seria possível tentar ser salvo por boas obras quando Deus queria salvar por graça, independente da conduta ou boas obras.

Tentar misturar as coisas seria como costurar remendo de pano novo em vestido velho. O rasgo ficaria ainda maior. Ou guardar vinho novo, ainda fermentando, em sacos de couro velho, que já não tinham elasticidade.

Não é justamente isso que as religiões cristãs tentam fazer emprestando coisas do Antigo Testamento? Não emprestam apenas a idéia da salvação pela obediência aos mandamentos, mas também elementos exteriores do culto a Deus.

Você não encontra na doutrina dada à igreja pelos apóstolos em suas cartas coisas como templos, clero e sacerdotes fazendo o meio de campo entre Deus e os homens, usando colarinhos e vestes distintas para se diferenciarem daqueles que chamam de "leigos".

Você também não encontra altares, incenso, rituais... a lista é interminável. Leia as cartas dos apóstolos e você verá que existe uma diferença enorme entre o que os primeiros cristãos faziam e esse cristianismo fantasiado de judaísmo que você encontra por aí.

A diferença entre a salvação por boas obras e a graça - entre judaísmo e cristianismo - é tão grande quanto a diferença entre a morte e a vida. E Jesus está a ponto de demonstrar todo o seu poder trazendo uma menina morta de volta à vida nos próximos 3 minutos.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Publicanos e pecadores


Leitura: Mateus 9:9-13; Marcos 2:13-17; Lucas 5:27-32

Nos últimos 3 minutos vimos Jesus perdoar os pecados de um paralítico e depois curá-lo. O milagre visível da cura maravilhou a multidão, mas o milagre invisível do perdão dos pecados, da salvação daquele homem, só gerou indignação entre os religiosos. Afinal, só Deus podia perdoar pecados.

Mateus, o autor do evangelho, é um pecador. Ele sabe disso, tem convicção. Afinal, ser um publicano ou coletor de impostos naqueles dias significava ter uma das profissões mais odiadas. Publicanos eram conhecidos por cobrarem impostos injustos, se aproveitarem do cargo para o enriquecimento ilícito e eram também considerados traidores: trabalhavam para o inimigo, o invasor romano.

Jesus vê Mateus na coletoria, o chama, e Mateus deixa tudo para seguir a Jesus. Muitos escutam esse chamado, esse convite, mas poucos estão dispostos a embarcar nessa aventura de um relacionamento pessoal com o Filho de Deus, aquele que veio chamar pecadores e tem autoridade e poder para perdoar pecados.

Mateus prepara um banquete para Jesus em sua casa e convida seus amigos, obviamente publicanos como ele e outros de reputação questionável. "Como pode o mestre de vocês comer com publicanos e pecadores?", perguntam os religiosos judeus aos discípulos. Aquilo era inconcebível para os religiosos que não se misturavam com gente daquela laia.

"Os sãos não precisam de médico", é o que eles escutam Jesus dizer. "Eu não vim chamar justos, mas pecadores ao arrependimento", ele continua. A mensagem é clara. Você está cansado de ouvir os médicos dizerem que o câncer tem cura quando diagnosticado a tempo. Para quem não se acha doente, não tem cura. O mesmo acontece com o pecado.

E Jesus tem mais a dizer àqueles religiosos que se consideravam melhores do que os outros por viverem segundo os preceitos de sua religião: "Eu quero misericórdia, não sacrifícios", diz ele. E Deus só pode exercer sua misericórdia, que é infinita, quando encontra um pecador convicto.

Como Mateus, alguém que sabe que não tem um átomo sequer de bondade para oferecer a Deus, para trocar pelo perdão de seus pecados. Alguém que sabe que sacrifício algum que faça poderá salvá-lo porque o único sacrifício eficaz Deus já providenciou: a morte de seu Filho na cruz para pagar pelos nossos pecados.

Aqueles religiosos fariseus jamais iriam entender a misericórdia e a graça de Deus enquanto continuassem achando que a salvação era por mérito, pela guarda da lei, de preceitos e de mandamentos. Tentar misturar as coisas seria como fazer remendo de pano novo em vestido velho. Mas este é o assunto dos próximos 3 minutos.

O Magico e o Estado Islamico


O mágico é perito em disfarces e sabe que deve chamar a atenção para uma mão, enquanto o truque é feito na outra que passa despercebida. O foco agora está nos terroristas islâmicos, porque é para essa mão que Satanás, o mestre em disfarces (Gn 3) e mentor dos magos de Faraó (Êx 7:11) quer chamar a atenção. Porém é a outra mão que está ativa para preparar o caminho para seu mágico humano, o anticristo, que "realiza grandes milagres, até mesmo o de fazer descer fogo do céu sobre a terra à vista de todos" (Ap 13:13).

Com o argumento de se combater o terrorismo, veremos um recrudescimento do controle dos cidadãos, eliminando a privacidade e preparando o caminho para uma ditadura disfarçada de democracia, pois o "barro" de humanidade estará mesclado com o "ferro" do poder e da tirania como foi na Roma antiga (Dn 2:33). Então um dia as pessoas se sentirão aliviadas quando se levantar um homem poderoso, com a aparência de um cordeiro, mas que falará "como dragão" (Ap 1311) para trazer paz, segurança e prosperidade. Hitler na Alemanha foi só um ensaio.

Quem se recusou a crer em Cristo na presente dispensação será seduzido por um poder enviado pelo próprio Deus para dar as boas vindas a esse que "é segundo a ação de Satanás, com todo o poder, com sinais e com maravilhas enganadoras. Ele fará uso de todas as formas de engano da injustiça para os que estão perecendo, porquanto rejeitaram o amor à verdade que os poderia salvar. Por essa razão Deus lhes envia um poder sedutor, a fim de que creiam na mentira, e sejam condenados todos os que não creram na verdade, mas tiveram prazer na injustiça" (2 Ts 2:9-12).



Bem-sucedido

Como é difícil levar as boas-novas para uma pessoa bem-sucedida. Como dar boas notícias, para uma pessoa que não tem má notícia? Como comp...