domingo, 20 de abril de 2014

A multiplicação dos pães


No capítulo 14 do evangelho de Mateus os discípulos de João Batista estão tristes com sua morte e vão contar a Jesus. É a melhor coisa que podemos fazer quando estamos tristes. Há quem diga que Deus não existe ou não se importa conosco, caso contrário não haveria tanto sofrimento. Jesus é Deus, e se Deus não se importasse não teria vindo aqui aprender o que é sofrer.

Jesus vai para um lugar deserto e a multidão o segue. Os discípulos percebem que é tarde e não há como alimentar tanta gente. Sugerem que Jesus mande as pessoas embora, mas ele manda que as pessoas fiquem e que os discípulos as alimentem. Agora tudo o que os discípulos têm para alimentar a multidão são cinco pães, dois peixes... e JESUS!

Eles podem contar com o mesmo que durante 40 anos alimentou os israelitas liderados por Moisés no deserto. Eram 600 mil homens, fora mulheres e crianças. Agora são apenas 5 mil homens; umas 10 ou 15 mil pessoas contando mulheres e crianças.

Depois de dar graças, Jesus passa a distribuir os pães e os peixes aos discípulos que os repassam à multidão. No final ficam doze cestos cheios de pedaços de pães e a certeza de que Deus se importa com nossas necessidades. Sempre.

No livro de Romanos há uma pergunta sem resposta: "Aquele que não poupou a seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós, como não nos dará juntamente com ele, e de graça, todas as coisas?" Certamente dará, mas à sua maneira.

Neste episódio Jesus atende a uma necessidade momentânea. A multidão não sai carregando uma cesta básica ou um vale-refeição para o resto do mês. Deus cuida de nós na medida de nossas necessidades, para que a vida do cristão neste mundo seja de fé em fé, passo a passo.

O tempo dele também é diferente. Em outro episódio Jesus parou para conversar com uma mulher que viveu 12 anos doente, ao invés de correr para salvar uma menina prestes a morrer. Um médico teria deixado a mulher para mais tarde e dado prioridade à menina. Para Jesus tanto fazia curar a menina na hora ou ressuscitá-la depois.

Na agenda de Jesus as prioridades são eternas. E na sua agenda eterna a prioridade é Jesus? Se não for, cancele imediatamente todos os seus compromissos e anote este que a Bíblia sugere: "Agora é o tempo favorável, agora é o dia da salvação".

Leitura: Mateus 14:12-21

terça-feira, 1 de abril de 2014

O cristianismo é tipicamente celestial


Se quisermos entender o que é o verdadeiro cristianismo, devemos perceber que existe um contraste entre judaísmo e cristianismo, duas ordens de adoração totalmente distintas -- ambas estabelecidas por Deus. O judaísmo é a maneira terrenal de se aproximar de Deus em adoração, e foi dada por Deus para um povo terrenal, com esperanças terrenais e uma herança terrenal. O cristianismo, por sua vez, é uma ordem celestial, dada por Deus para o Seu povo celestial, o qual possui esperanças celestiais e uma herança celestial (Hb 3:1; Cl 1:5; Fp 3:20; 1 Pd 1:4).

Por esta razão, no verdadeiro cristianismo não existe a guarda de dias santos ou festas religiosas, coisas que pertencem à religião terrenal. Quando os gálatas passaram a se ocupar com os elementos fracos e pobres da religião terrenal, o apóstolo Paulo os advertiu, dizendo: "Como tornais outra vez a esses rudimentos fracos e pobres, aos quais de novo quereis servir? Guardais dias, e meses, e tempos, e anos" (Gl 4:9-10). Israel observava religiosamente dias santos e especiais por possuir uma religião terrenal. Aquilo estava correto e apropriado para eles, mas a igreja, que pertence ao céu, não possui essas coisas. Mesmo assim, as denominações em geral perderam de vista a vocação celestial da igreja e inventaram dias religiosos especiais como Sexta Feira Santa, Dia de Todos os Santos, Quaresma etc. Não encontramos essas coisas em lugar algum da Bíblia. Colossenses 2:16-17 nos diz: "Ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados, que são sombras das coisas futuras". Existe apenas um dia que deveria ter algum significado para o cristão, e este dia é "o dia do Senhor" -- o primeiro dia da semana (Ap 1:10).

Bem-sucedido

Como é difícil levar as boas-novas para uma pessoa bem-sucedida. Como dar boas notícias, para uma pessoa que não tem má notícia? Como comp...