segunda-feira, 17 de outubro de 2016

As Duas Testemunhas - Bruce Anstey

Clichê (sem fundamento): Na Grande Tribulação, Moisés e Elias voltarão à Terra e pregarão ao mundo, como duas testemunhas de Deus (Ap.11:3).

Muitos pensavam que, uma vez que o profeta Malaquias disse que Deus iria enviar "Elias, o profeta”, antes do grande e terrível Dia do Senhor" (Ml.4:5), e que ele e Moisés (uma vez que eles estavam juntos no Monte da Transfiguração-Mt.17:3.) retornariam pessoalmente como testemunhas na Terra durante a Grande Tribulação. Esta é uma suposição que resulta da tendência de se dar às profecias um caráter sensacionalista.

O capítulo 11 do livro Apocalipse é interpretado literalmente, ainda que o primeiro versículo desse livro nos ensine que  as profecias nesse caso são “figuras”, significando que elas devem ser entendidas como “símbolos” (Ap.1:1). Se não for assim, poderemos chegar a algumas ideias bastante fantasiosas de como as coisas acontecerão no final dos tempos.

A interpretação ortodoxa da Bíblia indica um cumprimento literal das Escrituras. Isso não significa que toda palavra ou frase encontrada na Bíblia seja literal, mas que o cumprimento dessas coisas será literal.

O Espírito de Deus usa muitas figuras e símbolos na Palavra para simbolizar coisas que são literais. Por exemplo, a Escritura fala de "o sol" não brilhando e "as estrelas" caindo do céu (Mt.24:29). Isso não pode ser entendido literalmente. Se o sol parasse de brilhar, toda a vida na Terra morreria. Além disso, a maioria das estrelas são milhares de vezes maiores do que a Terra; se uma delas fosse cair na Terra ela seria destruída imediatamente.

Essas coisas são, obviamente, simbólicas. Elas têm a finalidade de mostrar que a grande apostasia que o Anticristo trará, resultará no afastamento da verdade e da luz divina(o sol) para bem longe dos homens, e que muitos líderes dentre os homens (as estrelas) irão sucumbir à escuridão espiritual e não mais temerão a Deus. Estas são coisas literais que acontecerão.

Interpretando as "duas testemunhas" simbolicamente, vemos que Deus levantará um testemunho apropriado (indicado com o número 2 nas Escrituras) na terra de Israel, em oposição à malignidade da Besta e do Anticristo. Isso  será uma parte do remanescente judeu que será autorizada por Deus para esse testemunho especial.

F. B. Hole disse: A questão naturalmente surge; devemos entender esses versos como predizendo o levantar-se de dois homens reais; ou Deus levanta e mantém pelo tempo que Lhe convier um suficiente e poderoso testemunho com as características de Elias e Moisés, ou são mesmo os dois?  Estamos inclinados ao segundo ponto de vista especialmente por causa do caráter simbólico de todo o livro.

Pensamos então que eles indicam – não um grande e abundante testemunho; isso seria indicado pelo número 3 e não 2 – mas um testemunho suficiente, divino, na verdade, miraculosamente preservado e  sustentado nesta época."(The Revelation p.247).

W. Scott disse: "Sobre a questão do número 2 de testemunhas, inúmeras hipóteses têm surgido, tal como os dois Testamentos, a Lei e o Evangelho, Huss e Jerome, os Valdenses e os Albigenses, etc.

Outros, demonstrando mais razão e com aparente sanção da Escritura, supõem que Moisés e Elias são as duas testemunhas, citando Ml.4:5 como prova de sua afirmação. A frase desse versículo  “Lembrai-vos da lei de Moisés, meu servo” não implicaria na presença pessoal do grande legislador nas cenas dos últimos dias; enquanto que no versículo 5 parece realmente uma declaração expressa de que o distinguido profeta deve novamente aparecer na Palestina: “Eis que eu vos envio o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível Dia do Senhor”.

Um testemunho completo e adequado é a intenção propositadamente pretendida no número das testemunhas. Parece-nos que um número maior do que dois, é trazido diante de nós nesta solene crise, e que também o versículo 8 supõe um grupo de testemunhas mortas." (The Book of Revelation, p.230).

Essa questão foi submetida ao editor da revista Help and Food: "Pergunta: Por gentileza você poderia explicar o significado das "duas testemunhas" de Ap.11:3?

Resposta: Nós acreditamos que eles são o fiel remanescente judeu que Deus levantará durante a segunda metade da última semana de Daniel - o tempo da Grande Tribulação. O número 2 não é necessariamente literal, mas revela um testemunho adequado, assim como a Lei exigia.... Assim como foi com Moisés e Elias, cujo testemunho foi em circunstâncias semelhantes, ainda que o Rei já estivesse longe, eles estavam em humilhação e sofrimento" (Help and Food, vol.19, p.252).

Tradução: Kleber Castanhar | Revisão: Paulo Martins e Rosimeri Martins
Extraído do livro "UNSOUND DOCTRINAL STATEMENTS & CLICHÉS (Commonly Accepted as Truth) - Bruce Anstey - 46) The Two Whitnesses - Tradução páginas 111 a 113.

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

A Glorificação dos Corpos dos Crentes - Bruce Anstey

Clichê (sem fundamento): No Arrebatamento, os crentes receberão "novos" corpos.

Isto está sendo dito com frequência - e entendemos o que as pessoas querem dizer - mas se esta afirmação for considerada como dita acima, não está correta segundo a Escritura. Se os santos receberem "novos" corpos quando o Senhor vier, qual seria a necessidade de o Senhor ressuscitar os corpos que os santos tinham quando vivos?

2Co.5:1-2 é usado erroneamente para ensinar que, quando o Senhor vier, Ele trará consigo os santos com novos corpos celestiais. E, naquele momento, Ele fará com que as almas e os espíritos daqueles que morreram entrem em seus novos corpos. Isto pode até aparentemente estar correto, mas estará negando a ressurreição dos corpos dos santos! Implica que os seus espíritos e almas serão ressuscitados, o que não é verdade. São os corpos em que viviam que serão ressuscitados - não seus espíritos e almas (Mt.27:52.). Almas e espíritos não morrem, e portanto, não precisam de ressurreição.

Outros têm especulado no sentido inverso. Eles usam 1Ts.4:14 para nos dizer que quando o Senhor vier, Ele trará as almas e os espíritos dos santos com Ele, e naquele exato momento, Ele ressuscitará os seus corpos incorruptíveis, e suas almas e espíritos retornarão a seus corpos ressuscitados, indo para o céu com o Senhor.

A verdade é que nenhuma dessas ideias está correta. 2Co.5:1-2 não ensina que o Senhor tem novos corpos para os santos com Ele no céu, e que trará com Ele na sua vinda. Esse versículo simplesmente diz que há um eterno e glorificado estado aguardando por nossos corpos, que permitirá habitarmos "nos céus" com Cristo. Também não é em 1Ts.4:14 que diz sobre as almas e espíritos sem os corpos dos santos que acompanharão o Senhor quando Ele vier. Esse versículo está falando dos santos glorificados (em seus espíritos, almas e corpos) vindo com Cristo, na sua aparição; não está se referindo ao Arrebatamento. Os versículos 15-18, que se referem ao Arrebatamento, são parênteses explicando como os santos foram para o céu, para que eles pudessem voltar com o Senhor, na sua aparição.

Para evitar esta confusão de entendimento, a Escritura toma todo o cuidado de nunca dizer que teremos "novos" corpos. Ela diz que os santos receberão corpos "transformados" (Jó.14:14; 1Co.15:51-52; Fp.3:21). A Escritura ensina que os próprios corpos que os santos tiveram em suas vidas serão ressuscitados - mas em uma condição completamente diferente de glorificação (Lc.14:14; Jo.5: 28-29.; 1Co.15: 51-55; 1Ts.4: 15-16, etc.). Paulo disse: "todos nós seremos transformados." (1Co.15:51). Isso inclui os corpos dos santos mortos (“corruptíveis") e também os corpos dos santos vivos (“mortais") (1Co.15: 53-54).

Talvez, os que dizem que vamos receber “novos” corpos, queiram dizer que nossos corpos serão “renovados”, o que seria verdade. Mas não existe isso de os santos receberem um outro corpo, em que a declaração citada no início (Clichê) infelizmente implica.

Tradução: Kleber Castanhar | Revisão: Paulo Martins e Rosimeri Martins
Extraído do livro "UNSOUND DOCTRINAL STATEMENTS & CLICHÉS (Commonly Accepted as Truth) - Bruce Anstey - 43) The Glorification of Believers' Bodies- Tradução páginas 106 a 107.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

O Estado Intermediário do Perdido - Bruce Anstey

Os incrédulos que morreram em seus pecados foram para o inferno?

Clichê (sem fundamento): "Ele morreu e foi para o inferno."

Esta declaração reflete um mal-entendido do estado presente e futuro dos perdidos que partiram deste mundo pela morte.

A Escritura indica que "inferno"("Ghenna" em grego) é a morada eterna dos condenados (Mt.5:22, 29,30; 10:28; 18:9; 23:15,33; Mc.9:43,45,47; Lc.12:5; Tg.3:6). O "lago de fogo" é uma figura desse horrível lugar de juízo (Ap.19:20; 20:14-15). Não é literalmente um lago com fogo, como alguns imaginam. "Fogo" na Escritura é uma figura para juízo. E "lago" é um lugar de confinamento - a água literalmente drena para o lago e fica confinada lá. Assim, o lago de fogo é um lugar de confinamento sob o juízo de Deus. E ao contrário do que nos é ensinado tradicionalmente, nenhum homem ou demônio está no inferno atualmente! Ele tem sido "preparado" (Mt.25:41), mas está vazio. Além disso, todo ser humano que será lançado no inferno não vai estar morto – mas sim fisicamente vivo!

A morte é uma condição temporária para todos os que morrem - tanto para os salvos, quanto para os perdidos. Aqueles que morrem em seus pecados subirão novamente na "ressurreição da condenação" (Jo.5:29; At.24:15). Em Ap.20:5 lemos que eles "voltam à vida" novamente para serem julgados por seus pecados antes de serem lançados no inferno. Apocalipse 20, identifica tais pessoas más como "os mortos", mas eles não estarão mais mortos quando forem lançados no lago de fogo.

Poderíamos perguntar: "Onde, ou em que condição, estão os perdidos que morreram?" A resposta é: as almas de todos os que morreram (crentes e incrédulos) estão atualmente em um estado intermediário entre a morte e a ressurreição. Este estado é chamado de "Sheol" no Antigo Testamento e "Hades" no Novo Testamento. Hades (Sheol) refere-se ao mundo invisível dos espíritos dos mortos, sem especificar em que condições eles estão. A Escritura indica que há duas condições opostas no Hades (Sheol): Há "tormento" para os perdidos (Lc.16:24-25) e gozo ("paraíso") para os crentes (Lc.23:43).

Uma consulta foi submetida ao editor da revista Help and Food a respeito do Hades: "Pergunta: O que é Hades?" “Resposta: Sem dúvida é todo o mundo invisível, incluindo salvos e perdidos. Ver Lc.16:23 e Ap.20:13-14 para os perdidos, e At.2:27,31 para o nosso bendito Senhor. Hades corresponde ao Sheol do Antigo Testamento" (revista Help and Food, vol. 14, p. 140). Gostaríamos de acrescentar 1Co.15:55 a estas referências, onde consta que os crentes que morreram estão no Hades. A versão King James da Bíblia traduz este versículo como "sepultura", mas a palavra no grego é "Hades" e deveria ser traduzida como tal (J. Green's Interlinear; Wigram's; Strong's, etc.).

O que pode causar confusão é que Hades está erroneamente traduzido como "inferno" em dez lugares na versão King James da Bíblia (Mt.11:23; 16:18; Lc.10:15; 16:23; At.2:27, 31; 1Cor.15:55 -margem; Ap.1:18; 6:8; 20:13-14). Em cada uma dessas referências deve-se ler "Hades." Em uma tradução mais criteriosa, como a versão de J. N. Darby, isso é imediatamente esclarecido.

Assim, aqueles que morreram em seus pecados ainda não estão no inferno, e quando eles forem lançados lá, não estarão mortos. Atualmente eles estão em tormento no Hades e serão ressuscitados no final dos 1.000 anos do reinado de Cristo para serem julgados, e então lançados vivos no inferno - no lago de fogo (Ap.20:11-15). Portanto, em vez de dizer, "Ele morreu e foi para o inferno," será mais correto dizer: "Ele morreu em seus pecados e está em uma eternidade perdida agora."

Tradução: Kleber Barbosa | Revisão: Paulo Martins e Rosimeri Martins
Extraído do livro "UNSOUND DOCTRINAL STATEMENTS & CLICHÉS (Commonly Accepted as Truth)" Bruce Anstey - 1) The Intermediate State of the Lost - Tradução páginas 19 a 21.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

O Estado Intermediário dos Crentes - Bruce Anstey

Crentes no Senhor Jesus Cristo que morreram estão em glória?

Clichê (Sem Fundamento): “O irmão Fulano-de-Tal está na glória agora”.

Esta afirmação reflete um mal-entendido sobre os estados presente e futuro dos crentes que deixaram este mundo pela morte. As almas e os espíritos de todos os que morreram na fé estão agora com Cristo no céu, mas eles ainda não estão lá em um estado glorificado. Além disso, não seria correto dizer que eles estão "na glória".

Todos os que morreram na fé estão em um estado separado ou intermediário, ou “despido”(2Co.5:4). Suas almas e espíritos estão "com Cristo" no céu (Fp. 1:23). Sabemos que eles estão no "céu", porque é onde Cristo está (Lc.24:51; At.1:9-10;3:21;7:55; Fp.3:20; Hb.4:14.). Além disso, Paulo afirma que essas pessoas sem corpos estão no "paraíso", que ele correlaciona com o "céu" (2Co.12: 2-4). O Senhor declarou o mesmo estado para o ladrão (Lc.23:43). Ele também ensinou que as almas e os espíritos que deixaram os corpos de crianças que morreram antes da idade de entendimento, estão agora no "céu" (em Mt.18:10 - "seus anjos" é uma referência aos espíritos que deixaram os corpos delas; leia At.12:15). Os corpos de todas essas pessoas, no entanto, permanecem nos túmulos.

A confusão surge porque as pessoas usam expressões como: "em glória" e "na glória" para se referir ao céu. A versão King James da Escritura não ajuda nesse assunto, afirmando que Cristo foi "recebido na glória" em Sua ascensão, o que implica que a glória é um lugar no céu (1Tm.3:16). No entanto, é uma tradução equivocada. O versículo deveria dizer que Ele foi recebido "em glória", o que significa que Ele subiu ao céu em um estado glorificado. Assim, "glória" é uma condição, não um lugar. A expressão "na glória" não é usada na Escritura para indicar um lugar no céu. Nós portanto, não deveríamos usá-la dessa maneira, como um lugar no céu, porque confunde o atual estado dos fiéis que partiram, com o seu futuro estado de glorificação. As almas e espíritos dos crentes falecidos estão definitivamente no céu com o Senhor agora, mas eles ainda não estão em um estado glorificado. Seus corpos ainda estão na sepultura, e precisam ser ressuscitados. J.N.Darby disse: "O estado intermediário não é a glória (para isso precisamos esperar pelo corpo. Ele sobe em glória; O Senhor transformará nossos corpos, como o seu corpo glorificado.)" (Collected Writings, vol . 31 p.185).

Os mortos em Cristo (cristãos), e todos os santos do Antigo Testamento, estão em um estado separado (sem corpo), esperando para serem glorificados. Isso ocorrerá quando Cristo vier no Arrebatamento (1Co.15:51-57; Fp.3:20-21; Hb.11:40; 1Jo3:2). Os crentes que estiverem vivos na Terra estão "presentes no corpo" (2 Co.5:6), e também estão esperando para serem glorificados.

A transformação de ambos (os que partiram e os santos vivos) irá ocorrer ao mesmo tempo (quando o Senhor vier), e vai ser tão rápido como um "piscar de olhos" (1 Co.15:23; 53-55). A diferença é que aqueles que morreram na fé estão atualmente numa brilhante "sala de espera", por assim dizer, porque eles estão com Cristo em um pleno estado de gozo, que é "muito melhor" do que qualquer coisa que uma pessoa viva na Terra poderia experimentar (Fp.1:23). Por isso, os santos que morreram e passaram a estar com o Senhor não estão glorificados ainda, e, portanto, não seria correto dizer que eles estão "em glória". Há apenas um homem glorificado atualmente - O próprio Cristo (At.3:13; Fp.2: 9-11; 1Tm.3:16; 1Pe.1:21).

Se pararmos e considerarmos as ramificações desta idéia errada - e se analisadas até sua conclusão lógica - irá resultar na exclusão da necessidade da ressurreição! Como vimos, a Escritura ensina que os santos falecidos serão glorificados na primeira ressurreição (1 Cor.15:23, 51-57.) quando o Senhor vier (1Ts.4:15-18.). Mas, se eles já foram glorificados, qual é a necessidade da ressurreição?

Portanto, em vez de dizer que o irmão Fulano-de-Tal está "na glória agora," seria mais correto dizer que ele está com o Senhor no céu, em uma condição de gozo, o que é muito melhor.

Tradução: Kleber Barbosa | Revisão: Paulo Martins e Rosimeri Martins
Extraído do livro "UNSOUND DOCTRINAL STATEMENTS & CLICHÉS (Commonly Accepted as Truth)" Bruce Anstey - 2) The Intermediate State Of Believers - Tradução páginas 21 a 23.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

A Besta e O Anticristo - Bruce Anstey

Clichê (Sem Fundamento): Imediatamente após o Arrebatamento, o Anticristo surgirá com destaque e estabelecerá um único governo mundial onde ele será o líder - como o cavaleiro do “cavalo branco” (Ap.6:2). Ele fará uma aliança por 7 anos com Israel para protegê-los, mas na metade dos 7 anos, ele romperá a aliança (Dn.9:27).

Essa afirmação nos faz confundir o Anticristo com a primeira “Besta” em Ap.13:4-8 (também chamado de “o chifre pequeno”- Dn.7:8, 20-21,24-25). Um erro comum que prevalece entre os cristãos.

A primeira besta no capitulo 13 de Apocalipse (o chifre pequeno) é o líder político das superpotências ocidentais (uma confederação de dez nações na Europa, talvez incluindo a América do Norte). O Anticristo é a segunda besta do capítulo 13 de Apocalipse, chamado de “o falso profeta” em relação ao seu trabalho de enganar com mentiras as nações ocidentais, de que todos deveriam adorar a imagem da besta (2Ts.2:9-12; Ap.13:12-17; 19:20). Ele também é chamado de “o rei” em relação aos Judeus na terra de Israel, como sendo o seu falso líder (Messias) (Is.8:21; 30:33; 57:9).

Assim, no Ocidente o primeiro homem é um líder político e o outro homem é um líder religioso. Muitos confundem estes dois homens e pensam que o Anticristo é o líder político da confederação ocidental.

Além disso, a Escritura não ensina que esses homens serão líderes de um único governo mundial. Eles, sem dúvida nenhuma gostariam de ser, e irão se empenhar em consegui-lo, mas um único governo mundial só será visto pela primeira vez na Terra quando o Senhor Jesus estabelecer o Seu Reino no Milênio (Dn.2:35; Zc.14:9).

Durante todo esse tempo esses homens estarão no poder no Ocidente; haverá outra grande Confederação política das nações no Oriente que irá se opor á confederação do Ocidente (Sl.83). Estas nações teriam que ser derrotadas antes de ser estabelecido um governo mundial pela Besta e o Anticristo. E isso nunca acontecerá porque o Senhor intervirá e destruirá ambos os superpoderes (Ap.16:12-21).

Inclusive, a Besta ou o Anticristo não farão uma aliança de 7 anos com os judeus. A aliança será feita 3,5 anos antes que esses homens cheguem ao poder no Ocidente. Seus reinados como líderes da Confederação Ocidental durará 42 meses, que é a última metade da semana profética do capítulo 9 de Daniel (Ap.13:5).

O primeiro “ele” descrito no versículo 27 do capítulo 9 de Daniel, que estabelecerá a aliança com os Judeus, é um líder desconhecido na Confederação Ocidental, formada pela primeira vez sob o controle da Igreja Católica Romana.

O segundo “ele” citado naquele versículo é a Besta (o chifre pequeno), e aparece no cenário quando assume o império como um ditador, na metade da semana profética de Daniel. Ele irá romper a aliança com os Judeus. O Anticristo, supõe-se, terá alguma participação nessa traição (Sl. 55:20). Alguns estudantes da Profecia concluíram que “o príncipe” nesta passagem parece ter a mesma participação que vários indivíduos tiveram quando o império passa do controle da mulher (a Igreja Católica - Ap.17:1-5) para o controle pessoal da Besta (Ap.17:12-18).

Como consequência, a Besta e o Anticristo não fazem uma aliança com os Judeus – eles irão romper a aliança quando chegarem ao poder na metade dos 7 anos.

Tradução: Kleber Barbosa | Revisão: Paulo Martins e Rosimeri Martins
Extraído do livro "UNSOUND DOCTRINAL STATEMENTS & CLICHÉS (Commonly Accepted as Truth)" - Bruce Anstey
45) The Beast and The Antichrist - Tradução páginas 110 a 111

2022 será o ano da tua vitória!

Caro cristão, se alguém te disser: "2022 será o ano da tua vitória!" Responda: Estás atrasadíssimo, o ano da vitória do cristão fo...