sexta-feira, 15 de abril de 2016

O cristão pode arriscar a vida praticando esportes radicais?

"Então o diabo o transportou à cidade santa, e colocou-o sobre o pináculo do templo, E disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus, lança-te de aqui abaixo; porque está escrito: Que aos seus anjos dará ordens a teu respeito, E tomar-te-ão nas mãos, Para que nunca tropeces em alguma pedra. Disse-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus" (Mt 4:5-7).



Existe uma diferença entre arriscar a vida e desperdiçar a vida. O cristão quando se converte já passa a correr risco de vida em vários aspectos. Se ele morar em um país muçulmano esse risco é real. Frequentemente vemos notícias de condenações à morte e chacinas de cristãos em países da África e do Oriente.

Mas o cristão, mesmo em países ocidentais normalmente considerados "cristãos", também corre o risco de perder o emprego, parentes, amigos, enfim, a vida que tinha antes. Todos os que se converteram já experimentaram o quanto custa seguir a Cristo até mesmo entre aqueles que são meros religiosos, mas que repudiam qualquer referência ou reverência à Palavra de Deus.

Por outro lado, aquilo que costumamos chamar de "arriscar a vida" ou de "esportes radicais" pode ser, aos olhos de Deus, simplesmente uma forma de se desperdiçar a vida. Se um cristão quer realmente viver uma vida radical, com muita adrenalina e constantemente escapando por um triz do perigo, que vá pregar o evangelho no Afeganistão ou em países onde isso é punido com prisão ou morte. Ele colocará sua vida em risco, correrá risco de morrer, mas não estará desperdiçando sua vida.

Porém o cristão que se engaja em algum esporte que represente um alto grau de risco para sua vida ou saúde está desperdiçando sua vida. É claro que muitos também cometem um tal desperdício sem correrem qualquer risco, simplesmente por levarem a mesma vida que sempre levaram quando incrédulos. Em ambos os casos cristãos assim terão a alma salva, porém a vida perdida ou desperdiçada.

Algumas atividades e esportes radicais colocam a vida da pessoa em risco sem uma razão importante, o que pode se configurar como tentar a Deus. Como eu poderia entrar em uma atividade de risco e orar a Deus por proteção sabendo que aquilo é desnecessário e poderei morrer se algo der errado? Entendo que entrar deliberadamente numa atividade de alto risco é o mesmo que tentar a Deus. Quando o diabo levou o Senhor ao pináculo do templo e sugeriu que pulasse dali na confiança de que Deus iria protegê-lo, sua resposta foi: "Não tentarás o Senhor teu Deus" (Mt 4:6-7).

Alguns versículos da Palavra de Deus podem lançar mais luz sobre as razões disso (para os salvos, evidentemente):

"Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus" (1 Co 6:19-20).

"Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim" (Gl 2:20).

"Eu sei, Senhor, que a vida do homem não lhe pertence; não compete ao homem dirigir os seus passos" (Jr 10:23).

"Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus" (Rm 12:1-2).

Fonte: parte do texto de Mario Persona, leia o texto completo no link | http://www.respondi.com.br/2013/09/o-cristao-pode-arriscar-vida-praticando.html