sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Missão possível

Leitura: Mateus 10:5-42; Marcos 6:7-13; Lucas 9:1-6

Nos últimos 3 minutos vimos Jesus escolher 12 mensageiros ou apóstolos. Agora ele vai enviá-los para uma missão muito particular. Boa parte do que você encontra no capítulo 10 de Mateus aplica-se àquela missão em especial, e não ao cristão de uma maneira geral.

Por exemplo, eles são enviados às ovelhas perdidas de Israel e devem evitar gentios e samaritanos. Há coisas na Bíblia que são dirigidas especificamente aos judeus, o povo escolhido de Deus.

Os evangelhos são a concretização das profecias do Antigo Testamento que anunciavam a vinda do Messias para Israel. Muito bem, o Messias agora estava ali, bem no meio deles. O que os judeus iriam fazer com Jesus, o Rei prometido?

Nós sabemos. Iriam prendê-lo, açoitá-lo, coroá-lo de espinhos e entronizá-lo numa cruz. Iriam dizer: "Não queremos que este reine sobre nós" e votariam pela condenação do Filho de Deus e pela libertação de Barrabás, um ladrão e homicida.

Com essa rejeição toda Deus abriu um parêntese no progresso da profecia para introduzir a igreja, um corpo formado de judeus e gentios convertidos. Isso começa no capítulo 2 do livro de Atos e termina quando Jesus vier buscar sua igreja. Depois o relógio profético volta a funcionar para Deus continuar tratando com Israel.

O capítulo 10 de Mateus traz detalhes específicos para aquela missão dos doze, e também revela a forma como serão tratados os judeus fiéis no futuro, após o período da igreja. Ao dizer a eles que não terminariam de percorrer todas as cidades de Israel antes da volta do Filho do Homem em glória e majestade revela o caráter profético do capítulo. Filho do Homem é um dos títulos dados a Jesus.

Porém, há pontos que podem ser aplicados a todas as épocas. Um é a aversão que as pessoas teriam. Ele diz que alguns receberiam seus discípulos, outros não. Que eles seriam perseguidos e presos, mas que o Espírito Santo ensinaria a eles o que dizer diante de governadores e reis. Eles deviam ser intrépidos e anunciar a mensagem até de cima dos telhados, sem temer os que podem matar o corpo, mas não podem condenar eternamente.

Estas coisas podem ser aplicadas a você e a mim. O fato de Jesus dizer que não veio trazer a paz, mas a espada não é uma apologia à violência. É que a simples presença de Jesus na vida de alguém acaba gerando controvérsia. Ele é a linha divisória entre a luz e as trevas, a vida e a morte, o céu e o inferno. Ao contrário do que alguns imaginam, Jesus não é uma espécie de guru paz e amor, que fica levitando no ar e cantando "Imagine" de John Lennon.

Neste momento o evangelho está fazendo uma proposta, oferecendo vida e salvação. Ao tomar uma decisão você terá escolhido um lado. É desse lado que estamos falando. Não espere que o mundo aplauda sua decisão por Jesus. E nem ache que não virão momentos de dúvidas. Eles virão, como acontece com João Batista nos próximos 3 minutos.